Mãe. Inquieta. Lésbica. Foda-se. ▶ #Herstorytelling

O feminismo queerizado odeia lésbicas

Sim, odeia. Odeia e quer apagar a realidade material que envolve a sexualidade e a cultura lésbica. E todas as mulheres aliadas a este feminismo colaboram com o ódio às lésbicas. São as colaboracionistas. Este é um fato que desde sempre ultrapassa o ativismo de internet e interfere na realidade física das sapatas. Muitas feministas podem achar que o meu ativismo, atualmente focado em denunciar o backlash, ou, aportuguesando, a contra-onda, a onda contrária ao progresso do feminismo, promovida por masculinistas profissionais, não passa de perseguição barata ao ativismo queer, gay e trans. Elas partem do pressuposto de que lésbicas não podem levantar a voz contra aquilo que as estupra e as silencia. Colaboracionistas. Lesbofóbicas. Entre essas mulheres estão as héteras, as bissexuais e uma parte das lésbicas que não são lesbocentradas, ou seja, que não fazem da lesbianidade uma luta política: preferem proteger quem tem pênis, mas nada recebem em troca, porque quem tem pênis só protege quem tem pênis. E eu sinto muito por elas, pois poderíamos estar lutando juntas por nossas especifidades, mas elas preferem ser as boas meninas do patriarcado. Fazer o quê. Estaremos aqui pra elas quando acordarem. Não lhe es viraremos as costas. E é por não querer virar-lhes as costas que teimo em levantar a voz e dar visibilidade a pautas específicas das lésbicas. É pelas lésbicas que escrevo este post. Pela lésbica que sou, pelas lésbicas que são, pelas que ainda não sabem que são, pelas que estão presas à heterossexualidade compulsória, pelas que se sentem no dever de proteger quem tem pênis quando eles só querem, literalmente, foder com a vida delas.

A pauta deste post é a luta contra a apropriação da condição de lésbica por quem tem pênis. Como disse no meu último post, a lesbianidade é uma sexualidade, nada tem a ver com identidade de gênero. Lesbianidade é a sexualidade homossexual de pessoas afab, aquelas designadas mulheres ao nascimento. Independe de identidade de gênero. A relação entre um homem trans e uma mulher material é lésbica, portanto. Não existe risco de gravidez em relações homossexuais. Uma lésbica nunca poderá engravidar outra lésbica. A relação entre uma pessoa que se autoproclama trans e uma mulher material é um relacionamento hétero. Estamos falando de sexualidade. Relações sexuais possuem consequências e uma delas é a gravidez. Se uma pessoa que se autoproclama mulher trans pode engravidar uma mulher material, então a relação sexual entre essas duas pessoas é uma relação hétera. Quem sentiria as náuseas, quem sentiria seu corpo se transformando, quem sentiria a pressão social da maternidade compulsória, nunca poderia fugir dessa nova realidade material que é a gravidez. Mas a outra parte, a mulher conceitual, aquela que se autoproclama mulher mas que possui pênis e testículos, essa tem o privilégio de poder fugir, nunca mais aparecer, largar a mulher grávida sozinha, mesmo que nunca venha a abandonar de fato a gestante. Não interessa se vai ou não abandonar, interessa que pode, interessa que essa pessoa detém privilégios sociais sobre a gestante. Não interessa o que individualmente uma pessoa que se autoproclama mulher e tem pênis faria, interessa que ela tem as opções que as mulheres materiais não têm. Interessa que não, uma pessoa que tem pênis nunca poderá se autoproclamar lésbica sem que as lésbicas apontem o quanto isso é lesbofóbico e misógino, apropriador e deturpador da biologia feminina. Tão deturpador da biologia feminina quanto a historinha da mulher que nasceu de uma costela. O apagamento da biologia feminina é milenar, é patriarcal, e não será tolerado em silêncio. Este apagamento extravasa os limites do ativismo de internet, como disse no início do post. Ele acontece nos espaços de luta das mulheres, espaços físicos, colocando em risco a integridade física e mental das lésbicas, como aconteceu no EME – Encontro de Mulheres Estudantes -.

Relato sobre o EME, escrito Andressa Stefano, lésbica, mãe e periférica

Este relato é sobre minha experiência pessoal sobre pontos específicos no Encontro de Mulheres Estudantes (EME) que ocorreu em Curitiba este último fim de semana:

O encontro tinha como propósito a construção de políticas para mulheres estudantes e seus devidos recortes, com eixos centrais pré-estabelecidos pela UNE. O espaço era formado por mulheres de várias universidades, coletivos e feministas autônomas de todo o país. E já era previamente sabido por mim, que poderiam ter pessoas do sexo masculino auto-identificadas como mulheres, ou seja, era um espaço trans-inclusivo. E, de fato, isso ocorreu.
Várias mulheres relataram desconforto em usar o mesmo banheiro e dormir no mesmo alojamento que uma figura específica que se auto-denominava “Helena/Luiza/Heloisa/…” (não sei ao certo, parece que flui), uma “transsexual lésbica”. Relataram também, que esta pessoa chegou ao encontro de barba e calça jeans, e que ao chegar no alojamento, emprestou roupas (especificamente uma saia) de outras mulheres para usar no espaço e tirou a barba. Também relataram que este ser era chamado de “Luis” no banheiro por algumas companheiras. Assim como eu, esta pessoa participou do grupo de discussão LBT, apresentando-se como mulher transsexual e disse que estava “se empoderando muito no espaço”. Houveram algumas discussões pontuais neste grupo de discussão, porém, para variar, pouco se falou nas lésbicas e nas pautas referentes à nós. Inclusive rolou aquelas máximas lesbofóbicas de que existem mulheres trans lésbicas e que seriam “tão lésbicas quanto as cis”, e as “lésbicas opressoras que não ficam com bissexuais”.
O eixo central da discussão se tornou como supostamente é um avanço a inclusão “da diversidade” e de “todos os oprimidos” no feminismo. Em meio ao debate, essa pessoa se retirou por livre vontade e algumas mulheres supuseram que era porque “Helena/Luiza/Heloisa” estava desconfortável com a “transfobia” que estava acontecendo. Ao meu ver, usou da socialização masculina para manipular mulheres para rivalizarem entre si.
Mais além, teve um sarau onde este ser estava novamente presente. Ele usou de deboche e ironia com as lésbicas. Muitas mulheres neste momento começaram a externalizar seu desconforto em estar presente no mesmo espaço que essa pessoa, que decidiu continuar provocando e ironizando as lésbicas. Tiveram alguns confrontos de fala diretos com essa ser, até que ele se retirou do espaço como “vítima”. Mulheres, algumas feministas radicais e outras cujo alinhamento teórico se diverge, se reuniram para discutir o que concerne ao desconforto legítimo das mulheres que se sentiram expostas ao usar o mesmo banheiro que uma pessoa do sexo masculino e dormir no mesmo espaço. Estas mulheres foram silenciadas, tiveram seus traumas e contestações abafados porque, supostamente, o “sofrimento de Helena/Luiza/Heloisa” era muito maior, e tínhamos que “rever privilégios” (nossa quanto útero opressor junto, minha gente). Fomos abafadas por mulheres militantes de organizações diversas, que nos acusaram de transfobia e intolerância.
Entendemos que espaços exclusivos de mulheres tenham que priorizar a segurança física, emocional e psicológica das MULHERES. E que é incabível que se priorizem, mais uma vez, pessoas do sexo masculino como toda a sociedade já o faz. Ignorar que um falo no meio de um banheiro feminino pode acionar diversas problemáticas em mulheres é uma postura anti-feminista, descuidada e despolitizada.
Já é sabido que feministas radicais são críticas a noção de identidade de gênero e que acreditamos que gênero é uma construção social usada para naturalizar a exploração dos homens sobre as mulheres. Mas não teve feminista radical agredindo fisicamente mulher trans. Não teve feminista radical expulsando mulher trans do EME. Não teve feminista radical invadindo todos os grupos de discussão para dizer que mulheres trans são homens infiltrados no feminismo. Tiveram MULHERES desconfortáveis em estarem expostas à presença de uma pessoa do sexo masculino em um espaço que deveria ser confortável à todas. É desonesto politicamente usar fatos que não verídicos para atacar feministas radicais. Melhorem.
Muitas mulheres vieram me procurar e outras companheiras que compartilharam do mesmo desconforto (de forma quase clandestina), relatando ter medo de exporem seu posicionamento para não serem acusadas de preconceituosas e transfóbicas. Disseram se sentir coagidas à concordarem com a pauta trans e sentirem medo de serem rechaçadas politicamente. Política do medo é política patriarcal.

À quem interessar (já que não é uma pauta mainstream): tiveram várias mães com suas crias presentes no espaço, mas, infelizmente, pouco vi a pauta das estudantes mães serem levantadas.
Além do que já relatei sobre lesbofobia, também tiveram mulheres relatando desconforto com “lésbicas masculinizadas”.

A reflexão é livre.

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O intruso que se autoproclama mulher e lésbica

É este ser abaixo.

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E, curiosamente, ele também passa pano pra pedofilia

O post abaixo era sua “opinião” sobre a MC Melody, aquela garotinha de 8 anos cujo pai está sendo investigado pelo Ministério Público de exploração de trabalho infantil, pornografia infantil e negligência.

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Sexualização infantil é um conceito criado.

Sexualização infantil é um conceito criado.

Sexualização infantil é um conceito criado.

Esses machos ficam frequentando, sei lá, aulas de linguística, de semiótica, e se protegem atrás do academicismo para que suas ideias misóginas ganhem credibilidade. É óbvio que o funk não tem nada de errado. Aqui, ele se utilizou de uma saída pela tangente, conhecida como “falácia do espantalho”. Ele retrucou a denúncia de conteúdo pedófilo como se quem estivesse denunciando criticasse o funk em si, a vertente musical, e não o conteúdo, para confundir as leitoras (sim, porque é com mulheres que ele quer dialogar, e não é a toa, visto que seu objetivo é colonizar o movimento feminista, como qualquer outro ativista queer macho). Dito isto, o que ele quis dizer com “a sexualização infantil é um conceito criado”? Nada, óbvio, como qualquer discurso pós-moderno, que enche linguiça só pra parecer inteligente e ganhar credibilidade das leitoras. Mas por trás da expressão conceito criado existe dentro do que podemos nos aprofundar. Para ativistas queer, tudo gira em torno do conceito. Ser mulher é um conceito. Lésbica é um conceito. São ideias, descoladas da realidade material. É praticamente platônico. Ativistas queer perpetuam a dicotomia entre mente e corpo pois assim eles perpetuam a hierarquia de gênero. A mente, as ideias, as questões abstratas (como Deus, o supra-sumo da abstração patriarcal), são questões de ordem masculina, questões que os machos dominam. E o corpo, oras, o corpo, a materialidade, esta é mundana, desimportante, tal qual a anatomia feminina, o sistema reprodutor feminino, a biologia feminina, a capacidade de engravidar, e toda a exploração dos corpos femininos, sobre o que não é necessário falar. Sobre o que é deselegante falar. Sobre o que é proibido falar atualmente dentro do feminismo sem a acusação de transfobia. O discurso queer, pós-moderno, fluido, que esvazia a materialidade do corpo e o transforma em um conceito, enxerga a sexualidade como um conceito, enxerga a lesbianidade como um conceito, enxerga a mulher como um conceito, enxerga a sexualização infantil como um conceito.

Esta é a denúncia. E este é o recado. Conceitos não escrevem textos como este que eu escrevo aqui, como a Andressa escreveu, como tantas outras lésbicas têm escrito. Eu não sou um conceito. Eu sou uma mulher, sou lésbica, sou mãe, sou uma menina vítima de pedofilia que se tornou mulher, esta mulher que não é um conceito, é uma pessoa de carne, osso, útero e vagina lutando contra a apropriação do feminismo por masculinistas camuflados de ativistas LGBT. Lutando contra essa idealização, essa conceitualização perigosa do que é ser mulher, esse apagamento das especifidades dos corpos das mulheres, corpos que são explorados pelo fato de poderem gerar outras vidas.

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VOCÊ TAMBÉM EXISTE. NÃO DEIXE QUE O PATRIARCADO SEQUESTRE AS PAUTAS REFERENTES AO SEU CORPO, AO SEU ÚTERO, À SUA BIOLOGIA, COMO A BÍBLIA VEM FAZENDO DESDE SEMPRE, INVERTENDO A REALIDADE MATERIAL PARA O MISTICISMO, A MAGIA, O ABSTRATO DE TERMOS NASCIDO DE UMA COSTELA. NÓS VIEMOS DO ÚTERO E O ÚTERO IMPORTA. HETEROSSEXUALIDADE COMPULSÓRIA, MATERNIDADE COMPULSÓRIA, SOCIALIZAÇÃO PARA O CUIDADO FALOCENTRADO. REJEITE. PENSE. QUESTIONE. EXISTA. RESISTA.

 

 

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9 Respostas para “O feminismo queerizado odeia lésbicas”

  1. Juliana Fraga

    super válida a critica sim. muita gente queer passa pano pra hétero. mas feminismo radical é para mulheres lésbicas tb, e não pra mulher hétero passa pano pra macho. não adianta problematizarmos as trans e seu sexo fluido e durmirmos com macho, enfim…

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  2. Digane

    Bem gostaria de deixar minha reflexão sobre o assunto, de maneira inicial oq ue é apresentado no inicio do texto sobre a possibilidade de ocorrer uma gravidez como caracteristica de uma relação hetero não ficou muito claro que a garvidez é uma escolha e consequentemente o aborto uma opção gostaria de ver esses argumentos sobre a gravidez mais relacionados com a questão do aborto, em um segundo momento faltou um pouco de estudo para se ter uma compreensão historica mais profunda, os argumentos biologistas para definir mulheres e homens é fruto do proprio patriarcado e não um movimento emancipatorio posterior como a autora coloca,reinvidicar uma bilogia de “mulheres” ( termo criado tambem pelo patriarcado, ou seja sua propria construção já se constitui em um sentido negativo) me parece um ceifamento de escolhas quer dizer que se eu tenho um utero minha função ultima é a procriação e maternidade? não posso usar do meu corpo como quiser? e nem tenho o direito de não me identificar com todo o peso de construções socias que me foram impostas? vemos que impossivél resumir um grupo de individuos que são multiplos e mudam o tempo inteiro há uma categoriazinha tendenciosa e pouco pensada.

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    • milfwtf

      Sobre o lance da gravidez e aborto eu não entendi foi nada. Não me faltou estudo não, haha, parece que você não consegue concatenar suas ideias muito bem e tá jogando a sua incapacidade de interpretar textos pra cima de mim.

      Mulher vem do latim mulgere e/ou mulcere, que significam ordenhar e lamber, respectivamente. Conceitos atrelados às fêmeas que lambem suas crias e são ordenhadas por elas. Quem criou esta palavra foram os patriarcas, categorizando as pessoas nascidas com sistema reprodutor capaz de produzir outro ser humano como o segundo sexo (segundo Beauvoir, pra vocês pararem de repetir por aí que a construçaõ social nada tem a ver com os genitais, a própria Simone analisou tudo a partir da perspectiva do sexo) a ser explorado pelo macho. Não venha colocar a culpa em mim por tudo isso, se foi o patriarcado que criou e se você sabe bem disso, então vai procurar discutir com quem se beneficia do sistema patriarcal, não comigo. Te parece um ceifamento de escolhas dizer que se você tem um útero sua função é a maternidade? Pois então, pra mim também parece, aliás parece para todas as mulheres, pois a maioria das mulheres serão mães. A maternidade é o objetivo final do patriarcado, é o objetivo final da heterossexualidade compulsória, porque é a maternidade o que mais territorializa as nascidas com sistema reprodutor feminino por meio da obrigação de ser a única responsável pelos cuidados infantis. Não, as mulheres não podem usar seus corpos como bem entendemos, vivemos sob uma cultura do estupro em que meninas são engravidadas muito cedo até mesmo por seus pais, muitas delas, incontáveis, mulheres são engravidadas o tempo todo sem nunca terem parado pra pensar se elas realmente queriam ser mães. Aliás, desde a mais tenra idade as meninas são empurradas para brincadeiras relacionadas a cuidados maternos e domésticos e isso se chama socialização para a maternidade compulsória. Socialização para o cuidado associado a cultura de estupro é o que ceifa as escolhas das mulheres, não o meu discurso. Tendenciosa, portanto, não é a minha percepção dos fatos mas a sua falta de percepção deles.

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  3. Digane

    E realmente enxergo o problema desses tipos de sabotadores é que é problematica a separação de quem é quem, mas como fazer tal separa
    ção?

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  4. Luiza

    Tá, esse cara é um cretino, mas para de ficar reclamando das bi. É misóginia só querer mulher “”””virgem”””” que nunca “””””encostou em pinto””””. argh

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    • milfwtf

      Mina, se toca, eu tenho um filho, para de ser superficial. Eu vou reclamar de bi sim quando bi for lesbofóbica como você está sendo aqui, me chamando de lésbica misógina porque “eu quero mulher virgem que nunca encostou em pinto”. Você tá me comparando com homem, isso é lesbofobia. E eu mesma acabei de sair da heterossexualidade compulsória, eu fui bi por vinte e sete anos, não tem sentido eu “querer mulher virgem que nunca encostou em pinto”. Se manca, garota! Você é tudo aquilo que eu critiquei nesse texto. Obrigada por comentar e comprovar as minhas teorias publicamente.

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  5. Amanda

    Entendo que o caso do rapaz que se denominou lésbica seja realmente uma falta de respeito. Mas esses casos são a maioria? Do meu ponto de vista, não. Gostaria muito de saber o seu. Vejo muitas trans sofrendo preconceito por parte da sociedade hétero. No seu texto eu vi algo inédito (pra mim): preconceito com trans por parte da sociedade não hétero. Ou eu entendi errado? Se entendi, por favor, me elucide. Realmente quero entender. Ao propor que sejam criados espaços separados paras as portadoras de útero não esta estaria você lutando contra a inclusão das pessoas trans na sociedade e inviabilizando a aceitação das mesmas como pessoas normais? Por que fazer isso? Agradeço se continuares a discussão. Fique em paz!

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    • milfwtf

      Oi, Amanda. Sim, casos de homens que descobriram a teoria queer e a utilizam para invadir espaços de luta das mulheres são muito comuns. Me solidarizo especialmente com as travestis que são mortas (por homens, vale lembrar), mas elas não sofrem com maternidade compulsória, é outra opressão. Reunir espaços em que as mulheres que sofrem com maternidade compulsória é fazer o que foi proibido desde o início da história. Você tem que lembrar que mulheres foram queimadas na Inquisição só por terem vagina. Não reconhecer a nossa necessidade de espaços de luta só pra nós é misógino, é dar continuidade à exclusão da possibilidade de criarmos cultura e conhecimento a partir de nossas resistências particulares. O sexo masculino é sujeito da cultura do estupro independente da identidade de gênero. Termos um espaço reservado somente para tratarmos de nossas pautas não nos impede de participar de outros espaços e interseccionar lutas. Mas o espaço exclusivo é necessário.

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