Mãe. Inquieta. Lésbica. Foda-se. ▶ #Herstorytelling

Palavra mais procurada no PornHub Brasil: novinha #ProjetoHisteria 

A mídia tradicional lucra com pedofilia, por isso romantiza a cultura do estupro e faz com que a violência contra a mulher pareça trivial. A mídia tradicional lucra com soft porn, a indústria pornô precisa então apelar para cada vez mais violência e a Internet faz o papel de nova mídia, a mídia em que a imagem das crianças pode ser divulgada como se isso não fosse crime. Por que o Mallone não está preso se ele foi encontrado em flagrante com vasto material de pornografia infantil, que é um crime aqui no Brasil? Depois de sua prisão e o pagamento da fiança (como assim um crime desse tem fiança que pague?), ele ainda gravou um vídeo dizendo que pais têm o direito de estuprar as próprias filhas e um cara só MP entrevistado pela Jovem Pan disse que “não podiam fazer nada” a respeito? 

C-O-M -O   A-S-S-I-M?

E os tratados internacionais?  O ECA? E a Constituição, não vale para as crianças?

O Brasil é antigo em questão de tráfico de crianças e mulheres. A história do Brasil é uma história de estupro e impunidade. A história do Brasil é uma história de controle do sexo feminino pelo masculino, a começar pelo útero das crianças do sexo feminino. Richard Gardner, um norte-americano escritor de defesas para pais pedófilos, afirmou que a pedofilia é positivo para a sobrevivência da espécie humana. O objetivo do pedófilo é ensinar outros homens o poder que eles têm: o de estuprar e ficar impune. A teoria da Alienação Parental escrita pelo pedófilo Richard Gardner foi traduzida no Brasil por meio de um trabalho da ONG APASE. Se a intenção do autor importa, e eu, como professora de literatura, digo que importa, podemos refletir sobre qual seria a intenção de uma ONG que defende pais até da Lei Maria da Penha, em traduzir uma obra escrita pelas mãos de um pedófilo e fazer um lobby pesado para que ela seja aceita, inclusive com matérias na grande mídia e merchandising dentro de novela. 

Pedófilos ficam sempre impunes. Juízes têm culpabilizado crianças pelos crimes dos homens. Eu já cansei de falar do caso da garota de 13 anos que, de acordo com a Lei, é considerada vulnerável, mas para o juiz ela era prostituta com aquela idade, portanto o homem que pagou por seu consentimento não tinha por que responder pelo estupro. Quem vai prender juízes que protegem homens que cometem estupro de vulnerável? Quem vai parar o juiz que assinou o habeas corpus que permitiu a um ginecologista que estuprou 58 pacientes fugir para o Líbano? 

O sexo masculino quer perpetuar seu poder e não espera que encontrará pela frente sobreviventes prontas para lutar. O sexo masculino acha que todas somos as vítimas perfeitas. O sexo masculino conta com o nosso silêncio. O sexo masculino acha que daremos um passo para trás porque eles nos chamam de moralistas quando nos posicionamos contra o poder da cafetinagem. O poder da cafetinagem é o poder de pais estupradores e é o poder de negociadores do sexo feminino. É o poder de sequestro do útero e de todas as suas simbologias. Um sequestro que nos transformou em estereótipos, coadjuvantes romanticamente pornográficas das histórias masculinas. Uma imagem a ser consumida. Os termos mais procurados do PornHub ao redor do mundo colocam mães, adolescentes, crianças e lésbicas oficialmente como os fetiches do sexo masculino. Algo que eles podem consumir sexualmente por meio de contos de situações bizarras. O masculinismo fascista é institucional e reúne pais estupradores e cafetões em um mesmo ideal. O ideal fundamentalista de possuir o sexo feminino.

Mais um post assinado pelo #ProjetoHisteria. Consciência lésbica contra a cultura do estupro.

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