eu sinto a poesia como uma expressão marginal. nas ruas, ela é expressada nas paredes das cidades, e dentro de cada pessoa, é um eco, uma forma de gritar para o mundo mesmo quando tu não tenha voz no mundo. ela se autoforma, e é autossuficiente, pra cada pessoa tem um caráter e um significado, pra quem a lê, pra quem a escreve, pra quem a rabisca. muitas mulheres em épocas distintas escreviam poesias como um pedido de socorro. ou como uma forma de desopilar e descarregar suas opressões. ela dá a voz. eu não visualizo um fim pra ela, além desse. e pra mim é o que basta. o mundo lá fora é frio, insensível, individualista. a gente precisa ser de ferro mesmo sendo de carne. a gente precisa ser forte. na poesia a gente só precisa ser quem a gente é, e sentir o que a gente sente.

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