Mãe. Inquieta. Lésbica. Foda-se. ▶ #Herstorytelling

Genital não define nada? #ProjetoHisteria

“Genital não define nada”, eles disseram.

Se pá eu sou mãe por uma abstração divina ou platônica e não porque fiz sexo heterossexual (que horror lembrar disso), fui engravidada e um bebê atravessou a minha buceta territorializando (não por culpa do bebê mas do genitor que leva a vida na boa enquanto quem faz tudo sou eu) todos os meus passos desde então, de modo que ter uma profissão e estudar se tornou uma luta quando antes de engravidar era tranquilo, até mesmo porque sou branca, privilegiada. Agora tudo se arrasta. Fui domesticada porque nasci com vagina e “genital não define nada”.

MEU CU.

Esse povo queer/transativista de universidade federal adora falar que lésbicas e/ou feministas radicais são fundamentalistas, mas eles repetem o apagamento da origem da vida igualzinho os patriarcas fizeram nas “sagradas escrituras”.

Contra isso, escrituras sangradas. Literatura feminina focada em sexualidade feminina.

Sabe a inveja do pênis, teoria do Freud que parte do princípio que as mulheres invejam os homens porque se sentem incompletas por não terem aquele negócio inútil no meio das pernas? É institucionalização do gaslighting (manipulação que tem o objetivo de inverter verdades fazendo com que a interlocutor se acredite louca). Eva que veio de uma costela também é uma inversão e o objetivo é o apagamento da participação do sistema reprodutor feminino nos discursos sobre a gênese, a criação. Será que nós é que somos invejosas e recalcadas mesmo?

São as velhas táticas embaladas em novas identidades. A diferença entre Idade Média Média e o Pós-modernismo é só a tecnologia, porque a moral da Inquisição continua firme firme e forte. O impedimento da presidenta não me deixa mentir. Mulheres sendo queimadas por fascistas no Rio de Janeiro não me deixam mentir. Cultura do estupro por toda parte não me deixa mentir.

Mulheres: está em nossas mãos buscar uma nova ética em oposição à moral inquisitória que odeia o sexo feminino. Cuidemos umas das outras como quem cuida de sobreviventes de uma guerra milenar. Não é exagero meu. Sempre foi guerra.

Lute pelo seu útero.

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2 Respostas para “Genital não define nada? #ProjetoHisteria”

  1. Lai

    Recebo as atualizações do blog no e-mail, via newsletter e quero te agradecer por isso. Descobri o blog faz pouco tempo (agora em 2016) e preciso dizer que ler o que você escreve é muito bom.
    Obrigada.

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