Mãe. Inquieta. Lésbica. Foda-se. ▶ #Herstorytelling

Tatuagem de mina pra mina com as Hysterikas

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Eu já vi, você também, vários relatos de abuso em estúdios de tatuagem dirigidos por homens. Nunca vi, nem você, tatuadores do sexo masculino sendo responsabilizados pelos crimes que cometiam enquanto atendiam clientes. Já vi assédio a garotas gordas, já vi assédios sexuais. Não é novidade: homens são perigosos. Também não são lá muito inovadores em relação à arte. As minas tatuadoras fazem ozomi comer poeira.

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“Nós do Hysterikaz Tattoo Studio, fomos citadas em uma matéria que lista 50 tatuadoras incríveis e brasileiras. Estamos super honradas e felizes que nosso trabalho e dedicação estejam sendo reconhecidos! Gostaríamos de agradecer a todos/todas os/as clientes que nos apoiam e aos nossos amigos pessoais, que sempre se dispuseram a nos ajudar no processo de construção desse espaço. Para finalizar, o Hysterikaz não é apenas onde exercemos nossa profissão, mas é também u

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m local de militância focado na emancipação feminina.

❤ Auto-Gestão e Resistência <3

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Gostou?
Eu amei.

Confira algumas das artes dessas minas:

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Foda, né?

Saca só a avaliação das clientes sobre elas lá na fan page:

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A admimiração que gerou esta mídia espontânea não para por aí.

As minas por trás do estúdio Hysterikaz fizeram do nome do projeto um meio de militância e registro histórico. O conceito da Histeria, de onde deriva o nome dado ao projeto, aponta para o lugar ou o estereótipo em que sexo feminino vem sendo enquadrado historicamente como uma continuação camuflada da Inquisição.

A Histeria é a narrativa psicológica que o sexo masculino inventou para que o sexo feminino fosse enquadrado como anormal, inferior, desejoso, invejoso, culpado, Eva, Eros preso dentro dos olhos narcisísticos de Psiqué. A Histeria é a institucionalização das narrativas da cultura do estupro. Histéricas são as loucas, as que fogem aos estereótipos sexuais, as que se negam a ser belas, recatadas e do lar.

Daí a admiração definitiva pelo nome dado ao estúdio: ele é o reflexo de mulheres artistas insubmissas que decidiram marcar os corpos femininos com a História das sobreviventes.

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Quando for postar suas artes nas mídias sociais, use a hashtag: #MulherArtistaResista

São mulheres artistas resistindo ao golpe diário contra os corpos do sexo feminino.

Serviço:

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Pesquise a hashtag #ProjetoHisteria no Google e saiba mais.

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