Poxa, que relato gostoso de ler! Sei que esse espaço não é focado em homens, mas sempre gostei de ler seu blog.

No meu trabalho o pessoal pode levar os filhos, e como trabalho com tecnologia da informação, que é um setor infelizmente muito dominado por homens, ainda, normalmente são os pais homens que levam os filhos, e tem um deles, que tem um filhinho da mesma idade do seu. Sempre tento inventar brincadeiras, e ele se diverte com tudo, e olha tudo com esse olhar de novidade. Um dia, de tardinha, eu precisava sair para a faculdade, e ele disse que eu era a mãe dele, eu brinquei olhando para o pai que eu tinha quase certeza de que eu não era! Ele riu muito, e não queria que eu fosse embora de jeito nenhum.

Valeu por compartilhar essas experiências. Depois vou vasculhar para ver se tem outras sugestões, quem sabe uma historinha parecida com a sua do trem vai deixar ele feliz.

Sobre o resto do post, só posso dizer o quanto você é forte. É uma pena que o pai do Théo não tenha entendido nada. Acredito que historicamente o homem ocidental se desenvolveu com uma cultura de medo da maternidade. Essa noção nojenta de propriedade. Não é só com a mulher mãe, é com todo o fato de que a partir do momento que a mulher engravida, ele não tem poder de decisão. Custa a ele entender que a ela há o poder de decidir (abortar ou não, que infelizmente é ilegal), da certeza que ela tem de que carrega em si seu filho, a ele não há essa certeza. Não entende que a mulher carrega um fardo na sua escolha, e que a partir dela nada será como antes. E que depois do filho nascido, ele também poderia se apropriar disso, se assumir pai, compartilhar as dores, mas também a felicidade, independente inclusive da decisão da mãe de não seguir mais junto a ele.

Abraço.

Curtir