Mãe. Inquieta. Lésbica. Foda-se. ▶ #Herstorytelling

Dilma é vítima da cultura do estupro

Dilma foi torturada na ditadura.
Li que uma das torturas era a introdução de ratos em sua vagina.
Ela lutou. Alcançou a presidência. Tem meu máximo respeito por não ter desistido de seus ideais depois dos traumas de guerra. Você provavelmente não sabia que trauma de estupro é como trauma de guerra e pode produzir estresse pós-traumático, o mesmo sintoma que veteranos de guerra apresentam.

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Pois é.

Tenho severas críticas ao governo da Dilma, mas isso não vem ao caso no momento. O que vem ao caso no momento, pra mim, é que durante a votação de seu impítma, o torturador que violentou Dilma Rousseff foi homenageado antes do deputado Jair Bolsonaro gritar seu sim ao impedimento da presidenta. Quem lembra dos adesivos com uma montagem da presidenta com as pernas abertas como se estivesse convidando ao estupro? Uma mera coincidência ela ter sido sexualmente violentada na ditadura e agora ser obrigada a tamanha desmoralização e violência?

Por fim, o golpe de misericórdia.
O estereótipo da mulher descontrolada, histérica.

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O que está contra a presidente tem nome: pátrio poder.

O pátrio poder brasileiro não consegue lidar com a derrota de um homem por uma mulher.

O pátrio poder quer manter o útero das mulheres cativo.

O pátrio poder é o poder total e irrestrito dos homens.

O impedimento da presidenta é uma Inquisição pós-moderna.

Ela sendo queimada, culpada, Eva de seu povo, é a continuação da história da opressão sexual das mulheres.

Uma história milenar que precisa acabar.

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