Mãe. Inquieta. Lésbica. Foda-se. ▶ #Herstorytelling

Palestra sobre cultura do estupro @ UFABC

Agradecimento a todas as mulheres do Coletivo Raízes Feministas que me convidaram para mediar um debate sobre cultura do estupro no Universidade Federal do ABC. Elas não sabiam, mas o tablado e o microfone são a parte final do meu processo de enfrentamento à cultura do estupro, da violência doméstica e do pátrio poder que são a base de um sistema e de estrutura política chamada Patriarcado. Como disse Clarice Lispector, eu sou mais forte do que eu. Como disse Audre Lorde: o silêncio não nos protege.

Finalizo: é para o outro lado de mim que vou. O lado da voz, do discurso das sobreviventes saindo dos sete palmos da terra e ganhando o palco para enfrentar o estereótipo da histeria que aliena as mulheres de seus direitos de serem reconhecidas como humanas.

Vamos juntas.

Uma vida de combate ao silêncio que paira sobre a sexualidade feminina

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Eu sabia que o rompimento dos silêncios um dia teria de existir para além da escrita, que foi o que sempre me segurou emocionalmente desde minha vida de menina vítima de pedofilia via diários e mais diários, e agora estou aqui, tendo vencido a minha socialização para falar baixo e não ser o centro das atenções nunca, tendo vencido a vergonha de falar sobre os abusos sexuais.

E eu queria falar que o processo é doloroso e não é fácil, mas o movimento de me permitir escrever sobre o que eu vivia tentando esconder de mim mesma e agora de falar o que antes era proibido é o que está dando sentido a minha vida neste momento. Ter quem me ouça dá sentido à minha vida. Encontros como este dão sentido a minha vida. Espero que cada vez mais mulheres possam levantar suas vozes contra a cultura do estupro, pois como nos ensinou Audre Lorde, o silêncio nunca nos protege.

As definições sobre os corpos do sexo feminino nunca pertenceram ao sexo feminino

Ou

Artigo feminino definido singular

A cultura do estupro é material, não é uma ideia que está lá, longe de nós. Ela está na maioria das mulheres aqui em forma de traumas, medos, vergonhas, culpas, bem como está nas narrativas políticas que permeiam o sistema jurídico brasileiro mantendo mulheres presas ao papel de vítimas e combatendo as narrativas das sobreviventes de violência doméstica e sexual. A cultura do estupro não é sobre subjetividade. É sobre a história dos corpos do sexo feminino. História apagada de nossas bocas porque se falamos somos condenadas a mais violência, desde dentro da instituição familiar, das delegacias que deveriam registrar nossas histórias e de operadores de lei que deveriam fazer justiça para nós, mas que continuam nos condenando e retirando de nós o protagonismo de nossas vidas. Somos nós, as mulheres, os nós da realidade ocultada da história do pensamento humano. A realidade é material. Não é inatingível. É a própria tangibilidade correndo sob nossas veias, pulsando, batendo em nossos corações em diferentes ritmos e interferindo em nossas vidas em forma de agressões verbais, socos, facadas, tiros, bisturis e estupros. Os corações das mulheres batem de tristeza, de medo, de dúvida, de coragem, de sobrevivência. Os nomes que definem o sexo feminino devem pertencem ao sexo feminino. É um direito histórico mulheres definirem as violências que sofrem, narrar as violências que sofrem e lutar para que não as sofram mais.

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A estrutura age sobre nós a partir de nosso sexo e o nome disso é gênero

Ou

Artigo indefinido feminino plural

Presenciamos e sofremos violência doméstica na infância.

Presenciamos e sofremos abusos sexuais na infância e adolescência.

Somos vítimas da falta da educação de nossos pais, pouco escolarizados, ou de nossas mães “do lar”.

Presenciamos o abuso e o vício em drogas legais como álcool e ilegais como a cocaína de pessoas que se tornam violentas e abusivas quando elas deveriam estar nos protegendo.

Presenciamos nossas mães sendo estupradas.

No caso de mulheres negras, elas presenciam o extermínio de todo seu povo: são mais de 80 pessoas negras mortas todo dia por causa de racismo.

Experimentamos nossa lesbianidade como tendência original ser retirada de nossas possibilidades de vida por meio da violência lesbofóbica, conformação em ser hétera, somos tocadas por homens que nunca deveriam ter nos tocado. Sofremos estupros corretivos para aprendermos a gostar de homens. Somos obrigadas a viver entre eles.

Sentimos dificuldade em sentir prazer com penetração e levadas a crer que, porque casamos, devemos sexo aos nossos maridos.

Somos estupradas por namorados. Terminamos com eles. Eles continuam se sentindo donos de nossos corpos. Seguimos uma falsa liberdade sexual que só nos prejudica. Não existe liberdade sexual para um corpo cuja sexualidade está presa nas mãos do Estado.

Nos mudamos para longe de uma família que nos odeia, passamos a pertencer a um Estado que não nos defende, a um mercado de trabalho cujos chefes assediadores e estupradores mentem nossas funções nos chamando de de secretárias, eles  nos estupram e espalham para a empresa toda, seus funcionários, seus clientes, seus parceiros, seus sócios, que eles comeram a secretária.

Somos engravidadas porque homens se negam a usar preservativo.” É como chupar bala com papel”. E não temos o direito de abortar. Morremos por isso. Nossas vaginas são rasgadas por médicos, somos machucadas por equipes inteiras do início ao fim de nossas gravidezes e partos porque “parirás com dor”. Entendemos a força de nos apoderarmos dos nossos órgãos reprodutivos e de nomear: a hierarquia sexual é uma realidade. Estrutural e massacrante.

Nos separamos por violência doméstica. Vemos os genitores abusando sexualmente de nossas crianças e, se denunciamos, somos acusadas de alienação parental.

Duvidamos das vozes umas das outras porque fomos ensinadas a rivalizar umas com as outras e assim ficamos sozinhas sofrendo todas as violências masculinas.

Lutamos contra a consciência de que o sujeito da cultura do estupro é o sexo masculino. Nos decepcionamos repetitivamente porque não acreditamos que quem amamos pode nos odiar até que estejamos tão cansadas que parece que vamos morrer. Muitas de nós morrem. Suicídio, dizem. Não, elas só apertaram o botão que já havia sido programado para que elas apertassem.

Mas há as que não renunciam. Seguem adiante.

Com o entendimento de que a vagina é um músculo potente e não um mero buraco, início do entendimento da lesbianidade perdida, raiva por ter sido obrigada à heterossexualidade cuja consequência mais drástica foi a gravidez, retirada de todos os seus direitos como humana para ser aquela que cuidará sozinha.

Quem pariu Mateus que o embale.

A sociedade fetichiza a maternidade e retira da mulher que é mãe a possibilidade de ser percebida como outra coisa senão mãe. E se não for uma boa mãe, a única identidade que sobra é a identidade da puta. Da histérica. Da alienadora parental.

E dentro das vias jurídicas há o pátrio poder exercendo, materialmente, poder dentro da relação genitora e genitor, nos autos dos processos da vara da família, processos de visitas, pensão e guarda com advogados mentirosos que utilizam como ferramenta o estereótipo da mãe alienadora, interesseira, e vingativa que ainda gosta do genitor e não aceita o fim do relacionamento, louca pela perda do pau que fica “causando sem motivo”, ou seja, o estereótipo institucional da histeria age sobre nossos corpos. Materialmente.

Então entendemos de que nenhum ato de misoginia está desvinculado da cultura do estupro. Todo ato misógino, por mais inocente que pareça, não está separado do poder masculino de tomar a mulher como propriedade sexual e controlar toda a sua vida, cada um de seus passos, por meio das identidades que criou para que nós interpretássemos.

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Estereótipo da mulher histérica e da mãe alienadora não estão desvinculados da cultura do estupro

Estereótipo da histeria só vale para o sexo feminino. Histeria tem etimologia latina e significa útero. Mulheres que não se conformavam com os papéis impostos a elas pelos homens foram jogadas em manicômios.  Isso significa que, basicamente, as mulheres que se recusavam a serem estupradas e exploradas (é para isso que os estereótipos de gênero existem) tinham visibilidade sequestrada. A história se repete hoje. Mães que lutam contra a violência doméstica são condenadas ao estereótipo da histeria via narrativas da alienação parental, que foram criadas por Richard Gardner, um acadêmico pedófilo que dedicou sua vida à manutenção das narrativas da cultura do estupro. Assim, com homens sempre tendo suas narrativas academicamente registradas e validadas sem que os contrapontos fossem discutidos, a arte, a voz e o pensamento das mulheres fora sequestrados, e com isso foram sequestrados seus corpos e os corpos de seus filhos. As mulheres ainda estão condenadas à condição de objeto, não de Sujeito. Ao pátrio poder.

Uma pessoa do sexo masculino, independente da identidade de gênero, querendo ser ouvida em vez de ouvir dentro do feminismo, não está desvinculando sua narrativa das narrativas da cultura do estupro. O sujeito da cultura do estupro não tem histórico de voz de luta pelo direito que as mulheres têm de não serem estupradas. O vazio das mulheres na literatura é interpretável. O silêncio faz sentido: é a história do roubo da fala das mulheres.

Cantada de rua não tá desvinculada das narrativas da cultura do estupro.

Romantização da maternidade não está desvinculada das narrativas da cultura do estupro.

As narrativas sobre a “mãe alienadora” não estão desvinculadas da cultura do estupro.

A noção de que mulher tem de ser dócil, conciliadora e nunca expressar raiva não está desvinculado das narrativas da cultura do estupro.

Intolerante eu sou: à menor misoginia vinda de pessoas do sexo masculino de dentro e de fora do meu convívio afetivo pela consciência de que todo ato misógino é revelador da inferiorização sexual das mulheres e da nossa escravização é o norte de minha insubmissão poética. Intolerante com orgulho porque mulher nenhuma deve tolerar a menor violência.

Sou mulher, sou artista e resisto!

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Cultura do estupro é cultura de guerra, cultura bélica que precisa acabar. A começar pela democratização da mídia, pois a mídia promove o estereótipo das mulheres histéricas

“Uma arma em cada coldre e uma mulher grávida em cada casa. Que a América seja um homem novamente.” – Ronald Reagan

Estupro é o primeiro crime de qualquer guerra. Meninas em zonas de guerra estão sendo trocadas por pacotes de cigarro. Meninas refugiadas estão sendo estupradas por funcionários – brasileiros – da ONU em troca de água. Mães e crianças refugiadas estão pagando com dignidade sexual por um abrigo na Europa. Trauma de estupro, já é comprovado, é igual a trauma de veterano de guerra. Cultura de estupro é cultura de guerra. Toda a história da evolução psicológica humana que aprendemos nos espaços acadêmicos é balela. É balela porque os homens ainda não saíram do barbarismo que é o ato de estuprar e de bater em mulheres e crianças porque se sentem donos de tudo. Não existiu evolução para além da tecnológica. Por isso temos de ocupar estes espaços aqui como estamos fazendo hoje para apontarmos a realidade a partir das nossas percepções. No meu caso, a percepção é lésbica e eu não tenho o menor pudor de dizer que homens são bárbaros porque se não fossem a cultura do estupro já teria sido eliminada por eles mesmos.

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Volta da lógica manicomial: as narrativas da Histeria são uma forma simbólica de Inquisição

O que muito me assusta é a volta da lógica manicomial rondando as políticas nacionais de saúde mental. Os retrocessos políticos todos têm uma profunda raiz no medo dos homens, em especial os homens brancos, de perderem o poder que exercem sobre nós. É histórico: toda vez que acontecem avanços das mulheres, depois há retrocesso. Sobre isso escreveu Susan Faludi em seu livro Backlash. Backlash basicamente significa contra-onda. A cada onda de avanços promovidos pelas mulheres, uma onda de retrocessos promovidos pelos homens. A gente precisa ter isso em mente porque não saber da nossa história, não enxergar esse padrão, é possibilitar a repetição da história. Por isso precisamos falar incansavelmente sobre o estereótipo da mulher histérica e frágil que precisa de macho para ser socialmente aceita. Precisamos denunciar as narrativas da psicanálise e da psiquiatria que querem enfiar goela abaixo que nossos transtornos mentais estão vinculados à fragilidade emocional por termos nascido com vagina e útero, com fantasias recalcadas sobre incesto e não com traumas reais sobre estupro. O estereótipo da mãe alienadora e vingativa também faz parte das narrativas sobre a histeria, histérica é toda mulher que se revolta com a violência que sofre. Histeria é sobre apagar a responsabilidade dos homens pelos traumas sexuais das mulheres. É apagar que o sujeito da cultura do estupro, uma cultura fálica, bélica e pálida, são os homens, a saber, as pessoas do sexo masculino.

A repetição da história é o poder que eles têm. Poder fálico de guerra. Poder militar, poder jurídico. Contra isso, nós temos pouquíssima representatividade (ainda) nos 3 poderes, nas instituições, no mercado de trabalho. O que temos de mais poderoso são as nossas vozes e os nossos ouvidos. O que temos de mais poderoso é a comunicação entre nós. A comunicação ou serve à guerra ou à educação. Não existe meio termo. De que lado estarão às mulheres? De que lado estaremos nós? Quando entenderemos, em conjunto, que se estivermos contra as mulheres estaremos contra nós mesmas? Quando combateremos a ditadura do falo nas narrativas, que nada mais representam além do poder masculino de violentar e estuprar mulheres?

A gente não pode ficar esperando o apoio de quem faz a guerra. Porque, novamente, se eles quisessem apoiar, se eles quisessem acabar com a cultura do estupro, eles já teriam acabado, levantando suas vozes contra as narrativas que corroboram com o estereótipo da mulher histérica. Eles já teriam começado a se movimentar pra colocar estuprador na cadeia. Eles já teriam se movimentado para colocar homem que bate em mulher na cadeia. Eles já teriam se movimentado para criminalizar pedofilia em vez de ficarem fazendo peças publicitárias mentirosas dizendo que pedofilia é crime. Pedofilia é definida como transtorno psiquiátrico da ordem da parafilia, porém é só uma cultura, não é tabu, é cultura. Não é transtorno. As narrativas da psiquiatria ensinam que a pedofilia como mero desejo não é perigosa sendo que o desejo pelas crianças é sim, deve ser, sim, inaceitável. O desejo do sexo masculino orientado a crianças é a fetichização de um seres humanos que não podem consentir. Eles querem difundir a ideia de que pedofilia é orientação sexual. Pedofilia deveria ser crime. As pessoas do sexo masculino não precisam ser educadas para entenderem que nós somos humanas, que crianças são humanas, que nenhum ser, vivo ou morto, merece ser penetrado. Pau duro não é merecimento como os discursos masculinistas querem nos fazer crer. Nós é que temos de nos apropriar dessa humanidade que eles tiraram de nós a força, por nós e pelas nossas crianças de quem eles abusam. Eles não nos exploram sexualmente por ignorância. O sexo masculino nos explora sexualmente porque pode. Nos estupra porque pode. Estupra crianças porque pode. E fica impune porque nós viveos sob leis que foram escritas pelo sexo masculino para proteger o pátrio poder, o direito de estuprar, o direito de violentar mulheres e crianças.O sexo masculino não nos explora porque não sabem que somos humanas. É porque eles querem sequestrar nossa humanidade. E eles fazem isso há milênios. E há milênios investem em criar ferramentas de manutenção do poder masculino.

É consciente.

Não é ignorância que precisa ser educada. É violência que precisa ser combatida.

É ódio, motor da exploração, sinônimo para opressão. Por isso opressão são é sobre sentimento e sim sobre materialidade. Opressão não é sentimento, é exploração material.

Mas nós somos mulheres de grelo duro

E a gente tem de ter na cabeça que não vamos conseguir acabar com a cultura do estupro enquanto estivermos rivalizando umas com as outras. Nós precisamos enxergar as nossas semelhantes em sexo não como iguais, e nem como boazinhas ou perfeitas. Mas como as únicas pessoas que podem se aliar a nós contra a cultura do estupro. Porque o sexo masculino não vai ser aliado nunca. Nunca foi: isso é o que a história conta, isso é o que o silêncio do pensamento e da arte feminina contam. É imprescindível que mulheres brancas se enxerguem como perpetuadoras do racismo porque enquanto o racismo não acabar, não vai acabar a opressão das mulheres negras e se a opressão delas não tiver fim tampouco a nossa terá porque tanto cultura do estupro quanto racismo fazem parte da mesma cultura de guerra. Estou dizendo isso para que fique explícito que quando falo em rivalidade feminina, é principalmente sobre as mulheres brancas que estou falando, pois fomos socializadas para competir em busca de superioridade, da falsa igualdade com os homens, enquanto as mulheres negras têm senso de comunidade. Não que sejam perfeitas também, mas as socializações são diferentes. E sem a gente tratar disso dentro do próprio movimento, ficaremos patinando.

Nossas semelhantes em sexo não são nossas iguais, mas são as nossas únicas aliadas possíveis. Isso não quer dizer que a gente não pode querer o fim da homofobia ou transfobia, por exemplo. Mas que a luta contra a misoginia é prioridade. As mulheres foram o primeiro povo a ser sequestrado em diversas culturas. Não vai ter fim da cultura de guerra enquanto não tiver fim da cultura do estupro. A cultura do estupro é em si a cultura da guerra. Guerra contra o sexo feminino. Serão 16 milhões de meninas, do sexo feminino, sem educação no mundo todo caso nossas atenções não se voltem para elas. É das nossas meninas que estamos falando. De nossas sobrinhas, filhas, alunas, filhas das nossas amigas, de nossas Malalas.

Nós estamos em guerra e em negação de que estamos em guerra. Porque dói perceber isso. E dá medo. Medo de não ter pra onde correr. E eu digo que não temos mesmo. Só temos as nossas vozes e os nossos ouvidos para começarmos a valorizar o pensamento do sexo feminino que foi calado e impossibilitado de participar da história do pensamento humano. E agora temos a internet, que é uma grande aliada. Nós devemos nos unir contra a colonização das nossas lutas, que colocam em pauta qualquer coisa que não seja a cultura do estupro, o centro da cultura da guerra.

Feminismo é sobre fim da cultura do estupro. Qualquer coisa diferente é tentativa de golpe.

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Faça parte do movimento #mulherartistaresista e #ahistoriadela usando as tecnologias a favor do registro de tudo o que foi ocultado da história do pensamento humano até hoje. Vamos contar a história atual das mulheres pela redemocratização da mídia. Ninguém fará isso por nós.

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Pesquise a hashtag #mulherartistaresista no google e faça parte de um movimento que pretende visibilizar as narrativas das pessoas do sexo feminino contra a cultura do estupro.

Aqui é #ElasPorElas!

Natacha Orestes é herstoryteller, poeta, formada em Letras, tem meia pós em Semiótica e curso de Comunicação Contemporânea. Fundadora do projeto SóMinas, que visa empoderar mulheres na tecnologia e da arte por meio da música eletrônica, Natacha lançou o #ProjetoHisteria, uma via de crítica às narrativas institucionais que reforçam a cultura do estupro utilizando a música como plataforma. Recém-Delegada Regional do Fórum de Mulheres de São Paulo representando a subprefeitura de Tucuruvi e Santana, Natacha lançou também a campanha #mulherartistaresista, que viralizou nas redes sociais virando estampa de camiseta, tatuagem, grupos de discussão e eventos. Foi capa da Folha de S. Paulo devido a um processo que está respondendo por ter narrado um estupro nas redes sociais. Criou o grupo de apoio a mulheres vítimas de abuso sexual, o #SobreviventesPorJustiça. Deu entrevista à CBN sobre enfrentamento à violência sexual. Natacha está disponível para palestras sobre violência sexual em eventos cujo público-alvo seja o sexo feminino para mostrar a importância de dar voz às sobreviventes da cultura do estupro.

Entre em contato por meio do e-mail aredatora@gmail.com e reserve a sua data.

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