Mãe. Inquieta. Lésbica. Foda-se. ▶ #Herstorytelling

Abolir gênero é acabar com a cultura do estupro

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Por uma educação abolicionista de gênero: duas meninas jogando bola, cada uma com as roupas e o corte de cabelo com os quais se sentem mais confortáveis.

Não precisa ensinar “meninas também x”, porque o “também” parte da ideia errada de que as crianças acham que existem coisas de menina e coisas de menino, e elas não percebem desse modo.

Crianças nascem sem gênero porque ele é imposição social, não dado biológico. Para abolir o gênero da educação, represente meninas repetidamente sendo/fazendo o oposto do que repetidamente vemos meninas sendo/fazendo na mídia e nas embalagens de brinquedo. Assim as crianças aprenderão que meninas não foram feitas pra cuidar, alimentar, servir, maternar. E sim para serem de fato o que quiserem.

Representatividade feminina vai ajudar meninos a enxergar meninas como tão humanas quanto eles. Deixar de ensinar romantização dos cuidados para as meninas, deixar de ensinar aos meninos que meninas foram feitas pra cuidar: isso é abolir o gênero. A romantização da maternidade é ferramenta da cultura do estupro. O básico pra destruir a cultura da violência doméstica e sexual é abolir o gênero da educação.

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