Mãe. Inquieta. Lésbica. Foda-se. ▶ #Herstorytelling

O ativismo pedófilo já entrou na sua casa

E você nem se ligou. Você sabe o que é o ativismo pedófilo, qual seu objetivo?

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Vamos analisar brevemente uma associação norte-americana abertamente pedófila. Trata-se da NAMBLA – Associação Norte-americana de Homens que “Amam” Meninos. O objetivo da existência da NAMBLA é a legalização de relacionamentos sexuais entre homens e meninos e seu slogan é liberdade sexual para todos. O discurso da NAMBLA é baseado em promover a ideia de que sexo com crianças pode ser vantajoso para elas, que em hipótese alguma é prejudicial “quando há consenso”. Ou seja: tudo bem um homem de 40 acariciar sexualmente um garotinho de 5 que “consentiu” o ato.

Mas o que é consentimento sexual?

Na minha definição pessoal de mãe lésbica (que ainda está em construção), consentimento não é somente não dizer não, nem somente dizer sim. Consentimento é expressar explícita permissão para o ato sexual baseada numa inclinação interna não induzida, com base numa maturidade cognitiva para entender as consequências decorrente deste ato, não só fisiológicas, tais como risco de gravidez ou de pegar uma DST, mas também das implicações psíquicas e sociais de se expor ao ato sexual.

Como o ativismo pedófilo atua

Ativistas pedófilos com acesso às estruturas científicas, midiáticas e políticas provocam discussões massivas sobre pedofilia com o objetivo de educar os demais pedófilos a respeito da impunidade existente acerca desse tema, de modo que estes continuem se sentindo seguros em praticar abusos sexuais contra crianças.

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E eles contam com as instituições a favor deles, visto que a frase “pedofilia é crime” não é verdadeira: pedofilia é tratada como uma doença pela elite intelectual (que é composta majoritariamente por homens brancos). Uma manobra patriarcal para inverter os papéis de vilão/vítima que está sendo cada vez mais desmascarada por ativistas contra o estupro.

Que tipo de doença é essa que escolhe ter como perfil 92,55% dos homens contra 1,8% das mulheres? Ah, sim: o nome dessa doença é cultura do estupro.

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O ativismo pedófilo está na sua televisão

Estou falando de uma campanha da Vivo que curiosamente está passando no intervalo do Masterchef, um programa de culinária em que uma das meninas participantes foi assediada por pedófilos nas redes sociais. A campanha, que passa em uma emissora cujo dono é o Bispo Edir Macedo, consiste em dois vídeos em que crianças querem deixar de ser vistas como crianças pelos pais. Há uma discussão entre mãe e filha em um dos vídeos e pai e filho no outro e o embate se dá por meio da repetição “não sou mais criança, é sim, não sou não, é sim, não sou não, tá bom, você não é mais criança, tome aqui o seu celular”.

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A intenção da campanha é óbvia: atingir crianças em pleno desenvolvimento sexual para induzi-las a exigir dos pais uma liberdade que coloca em risco sua segurança. Permitir que crianças tenham livre acesso à Internet é expô-los a pedófilos profissionais. Quem pagou por ela? Quem a criou? A estratégia de tê-la inserido no intervalo de um programa que foi alvo de discussões sobre maturidade sexual infantil foi de quem? O que está acontecendo? A publicidade pode tudo, afinal? Não há nenhum tipo de ética? Onde está o CONAR, que regulamenta a publicidade? Vão inventar a desculpa de que estamos vendo coisa onde não tem? Quem vai cair na mentira dessa vez?

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Quando a publicidade é quem ensina sobre a infância, essa infância já está perdida. Quem deve definir sobre as questões da infância são profissionais da educação, de saúde infantil, da psicologia infanto-juvenil e mães, não a publicidade. A infância não pode estar à venda!

Pedófilos profissionais ocupam espaços infantis

É o que diz a autora do blog Radicalistas. Adolescente, amante de desenhos animados e feminista radical, ela narra muito de forma como os fandoms (grupos de fãs de desenhos animados) são invadidos por “artistas” que fazem releituras pornográficas de desenhos infantis, inclusive utilizando personagens que são crianças – ou seja, representam crianças e crianças se identificam com as personagens – em atos explicitamente sexuais.

radicalistas

Outra adolescente também deu o seu depoimento a respeito da invasão de adultos em espaços infantis. Ela narra que amigos de sua idade já se depararam com adultos que dizem sentir que são adolescente, que “se identificam” como adolescentes.

depoimento

O ativismo pedófilo está na Academia

A pedofilia está sendo discutida como um meio positivo de ligação afetiva entre pais e filhas e quem promove este tipo de discussão são acadêmicos ligados às Teorias Queer. Tenho ouvido rumores de que as Teorias Queer já estão infiltradas em cursos de pedagogia.

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Por que você deveria confiar em uma mãe lésbica?

Porque eu sou ativista contra pedofilia por uma questão de resgate da minha própria história de abuso sexual infantil. Se a minha voz é suficiente pra que você valorize o que eu tenho a dizer, assista a esta entrevista que concedi ao programa Expressões. São apenas cinco minutos.

Agora, se você é do tipo de mulher que só ouve outra com evidências científicas, eu te mostro as evidências científicas sobre os motivos pelos quais você deve ouvir uma mãe lésbica. Uma pesquisa científica longitudinal realizada com filhas de mães lésbicas revelou que a taxa de crianças abusadas é de 0%. Ou seja, analisando este dado, a conclusão é a de que mães lésbicas sabem o que fazer para proteger suas crianças de predadores sexuais.

pesquisaResultados

Fonte: https://www.nllfs.org/publications/

Resta saber se a lesbofobia do meio materno vai ser mais forte do que a vontade de proteger suas filhas – e as filhas dos outros – dos pedófilos.

Mas eu estarei com a minha consciência limpa. Dolorida mas limpa. Porque estou fazendo tudo o que está ao meu alcance para proteger a dignidade e a vida de nossas crianças, minhas, as que eu sequer conheço e as suas também.

E você? Está fazendo o seu trabalho ou a sua luta contra a violência vai só até onde a sua zona de conforto e seus preconceitos permitem?

Que uma dica de por onde começar? Bem, que tal acionar o CONAR para se posicionar sobre o que você acabou de ler?

CHEGA DE OMISSÃO #vamosfazerumescândalo #naodesvieolhar#pedofilianao#ficavalentina#pedófilosnacadeia

Posted by Uma mãe lésbica on Sexta, 30 de outubro de 2015

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12 Respostas para “O ativismo pedófilo já entrou na sua casa”

  1. CAROL RNF

    Boa noite.
    Mandei um email para o CONAR. Como mãe,feminista e também abusada sexualmente fico indignada com essa cultura nojenta.

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  2. Pedro

    Cheguei nesse post pelo facebook. Achei muito bom e espero que isso repercuta. Vou compartilhar no facebook também.

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  3. Roberta Jardim

    Fui molestada com 8 anos e isso durou um bom tempo…
    Infelizmente a nova geração vem com essa ”cultura” do estupro dentro da cabeça pois o mundo ACHA natural… somos violentadas e machucadas ESTUPRO e PEDOFILIA é crime.
    Temos que combater sempre.

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  4. Evelyn Stockchneider

    A teoria queer tem se infiltrado na educação, sim. O concurso para professor no IFSC em 2012(?) tinha o tema na bibliografia.

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  5. Sasha Fernandes

    Olá, eu me chamo Sasha Fernandes, tenho 17 anos e sou sim, feminista. Durante esse final de semana, encontrei esse blog, e ele me fascinou de tal forma que indiquei esse artigo e o artigo das 10 verdades sobre a cultura do estupro a um amigo muito próximo, e ele apenas concordou com algumas coisas .
    No início da semana, durante o intervalo, esse meu amigo questionou algumas das 10 verdades achando um grande exagero enxergar como cultura do estupro: Furar a orelha de uma menininha recém-nascida (O que eu concordei com a autora do artigo. A partir que passa a ser normal introduzir coisas em uma garotinha, que nem sequer tem como consentir, é sim, cultura do estupro), e a oitava verdade que falava um pouco sobre Freud pois o mesmo era um fã da psicanálise dele. E nessa linha de assunto, caímos na pedofilia, lembrando da questão da Valentina, uma das participantes do programa Masterchef, que estava sendo assediada na internet com comentários nojentos de pedófilos em potencial.
    Eu expus a minha opinião, que era: O desejo de um homem por uma menina de 12 anos, era algo doentio, nojento, digno de repudio. A roda inteira (que era feita de garotos) discordou de mim, com os argumentos de libido (Ideias Freudianas), que o desejo é algo que não se pode controlar, e se ele existe, não deve ser condenado até o momento do abuso ocorrer. Chegaram a fazer uma comparação com uma barra de chocolate, e foi a seguinte: “Quando você sente fome, e vê em uma prateleira uma barra de chocolate, deseja-la mesmo sem poder compra-la não será errado, somente será errado se rouba-la.” Fiquei indignada, enojada das pessoas que faziam o meu ciclo de amizades, e continuei a defender minha opinião, recorri ao meu professor de filosofia junto a esses meninos, como ele parecia ser a pessoa mais coerente que havia no momento, eu estava crendo que ele concordaria comigo, no entanto, aconteceu o oposto, ele disse quase a mesma coisa que os garotos: ” O desejo não deve ser algo condenável, mas sim, a intensidade com que se deseja. Tudo em excesso é ruim” e mais, “A grande culpa é de nossa sociedade que está erotizando as nossas crianças”.
    Pensei que o grande problema era que eu estava recorrendo aos homens para falar sobre essa questão, então, corri atrás de minha professora favorita de língua portuguesa, e fiquei desnorteada quando ela simplesmente desconversou o assunto sendo que ela mesma tem uma filhinha. Eu saí da escola naquele dia enojada, eu já fui vitima da pedofilia e ver que as pessoas do meu ciclo social acham simplesmente normal alguém sentir atração por uma criança com tanto que o ato não se concretize me faz sentir uma tristeza profunda. E sinceramente, digo que até agora, me sinto péssima com isso, as pessoas estão normalizando aos poucos a pedofilia, e eu, estou me sentindo uma grande louca solitária.

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    • milfwtf

      Sasha, querida, eu sinto muito mesmo por você se sentir desse modo. Tem coletivo feminista na sua escola? Eu sugiro que você se reúna com outras garotas e fale sobre a sua experiência (se você tiver força pra isso, meu bem, se não tiver tudo bem) porque você não está sozinha não. Há muitas ao seu redor no mesmo silêncio que você, quietas porque ao levantar a voz elas vão enfrentar o que você enfrentou. É complicado não poder contar com quem deveria te proteger, sei disso na pele. Também tenho a sensação de enlouquecimento e é isso mesmo que eles querem, que a gente de sinta doente e louca. Mas não, você está muito lúcida e mesmo que o mundo inteiro coloque a tua percepção em xeque NUNCA DUVIDE DELA. Crianças não são chocolates. A comparação que fizeram foi ridícula e só fizeram isso porque no fundo eles também desejam crianças! Só pedófilos pensam dessa forma e mulheres infelizmente aprendem a naturalizar os fetiches masculinos porque nós fomos ensinadas a aceitar que a violência faz parte da natureza masculina e não adianta lutar contra ela. Continue resistindo. Você só está sozinha porque as mulheres estão em silêncio e têm horror de admitir que todos os homens são perigosos pras crianças. Se você quiser me dizer o nome da sua escola posso tomar alguma atitude pra cobrar esse absurdo pois é meu papel como adulta.

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  6. Madame Zazá (@madamezaza)

    Eu te escutei. Acho muito importante o que tu ressaltaste, sobre a necessidade de que comecemos a nos escutar entre mulheres. Tenho uma filha e temo que ela possa ser algum dia abusada sexualmente, pois como tu bem colocas, a maioria de nós somos ou fomos. Sabia que Dawkins era mais um pobretão de espírito com voz em excesso, mas desta vez ele foi um canalha mesmo. Infelizmente aqui no Brasil acham ele o máximo. Um abraço e que siga a resistência.

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