Mãe. Inquieta. Lésbica. Foda-se. ▶ #Herstorytelling

Antiadultismo: uma forma de promover pedofilia

Na época em que eu ainda era feminista, fundei um grupo chamado Feminismo Parental com mães que eu selecionava em grupos de maternidade e educação. Fui a primeira mulher a levar para este grupo a palavra adultismo (este tumblr foi uma iniciativa minha que não vingou, aqui eu defino o que é o adultismo) e a adesão a esta palavra foi tão forte que pegou e se propagou pelas redes sociais. Felizmente comecei a perceber o quanto o Feminismo estava sendo utilizado como massa de manobra para discursos que embasam pedofilia e passei a me posicionar sobre o tema, o que causou ira naquelas que até então me agradeciam por eu ter fundado o grupo e ter iniciado tão importantes discussões entre mães, afinal nós todas experimentávamos uma marginalização muito intensa dentro do Feminismo e eu fui lá e criei uma solução coletiva para uma demanda que todas nós tínhamos.

Pedofilia Queer

“Uma das maneiras de introduzir seu filho ao sexo é fazendo isso: passando seu pênis entre suas nádegas. É uma boa maneira de excitá-lo até ele implorar por mais”

Tudo estava indo muito bem, obrigada, meus relatos de abuso geraram uma onda outros relatos e vivíamos num clima de quebra de silêncio (este é sempre o meu foco) e de acolhimento bastante positivo. O grupo era visto como um espaço maravilhoso de união e respeito, muitas me agradeciam pela iniciativa pois elas estavam conseguindo perceber violências que até então normalizavam em suas histórias de vida. Mas a partir de uma denúncia minha de que uma “mulher trans” – print acima – (a quem até então eu admirava e era referência para mim no ativismo feminista) havia compartilhado um post pedófilo em seu tumblr pessoal, perdi o respeito que as mulheres do grupo depositavam sobre mim. Quero dizer, eu não fiz a denúncia publicamente mas sim por inbox para algumas poucas mães (três se não me engano), pois eu já sabia que poderia ser mal interpretada e jogada numa fogueira pública por “ódio de trans”. Por isso selecionei as mulheres-mães em quem eu mais confiava para iniciar um diálogo sobre como agiríamos politicamente diante de algo tão grave como uma republicação que fetichizava incesto. Não consigo captar até hoje os mecanismos profundos de resistência que elas desenvolveram ao longo de suas vidas para defenderem com tanto afinco alguém que nitidamente era a favor do estupro incestuoso entre pai e filho. Pela lógica, ninguém que se horroriza com incesto entre pai e filho republicaria algo que tratasse dessa situação de abuso como algo corriqueiro e até mesmo positivo, e foi o que tal “menina trans” que até então, repito, era uma referência de luta pra mim, fez. O que era óbvio a partir da minha ótica não o era para as mães do grupo Feminismo Parental que selecionei para abrir o jogo e eu pagaria o preço de ter me posicionado com o que é conhecido dentro do meio feminista como trashing ou, aportuguesando, destruição: esvaziamento do grupo que eu criei e cooptação das mulheres-mães selecionadas por mim para participarem de outro grupo do qual eu fui impedida de participar “por ser transfóbica”, por “fazer discurso de ódio” (ou seja, calúnias feitas de inbox em inbox que culminaram num afastamento coletivo das mulheres da minha pessoa porque elas não queriam ser percebidas como amigas de alguém tão preconceituosa e cheia de ódio como eu), como se eu pudesse ser cínica e irresponsável o suficiente para me aproveitar de uma denúncia tão séria de apologia à pedofilia no meio feminista via ativismo queer para propagar um ódio que até então eu nunca havia sequer sentido dessas pessoas (vide os primeiros posts desse blog em que eu eu era trans-inclusiva).

Paguei sim o preço de ter denunciado pedofilia no ativismo queer com isolamento político, lesbofobia, calúnias e difamações que me fizeram muito mal e que perduram até hoje. Algumas mães bissexuais se identificavam com o queer (queer =  acolhimento das “sexualidades transgressoras”, o que elas não sabem ou evitam saber é que o queer acolhe pedofilia, necrofilia e zoofilia como transgressões sexuais também) não queriam problematizar essa identificação delas forjada num senso de superioridade acadêmico que elas queriam e querem manter a qualquer custo. Fui caçada e publicamente exposta duas vezes porque me tornei um perigo para essa identificação delas com as teorias queer cujas consequências práticas e prejudiciais para as crianças elas desconhecem e agora preferem negar atacando quem denuncia: eu. Por outro lado, todo esse backlash, ou aportuguesando, toda essa contra-onda somada a minha história de resiliência, resistência e sobrevivência moldou a minha personalidade e me ajudou a ter autoestima, a ser firme em minhas convicções quando estou certa delas mesmo quando a sociedade me quer me obrigar a seguir nadando na mesma direção da corrente.

Queer Sexualidade Transgressora

Se tem uma corrente que eu não seguirei é a corrente pró-pedofilia e não há nada que possa me fazer recuar sobre isso. Não importa se o grupo que criei quis me colocar no cantinho do pensamento por eu ter me tornado anti-queer. A verdade é que eu sempre estive sozinha mesmo, portanto, não tenho o que temer. Sozinha, apenas monologando aqui neste humilde blog (como fazia nos meus diários antigamente) sou lida por aproximadamente dez mil pessoas por mês, sem nem divulgar meus posts: as mulheres vêm até meu sítio porque o que eu escrevo é de interesse de todas as sobreviventes. Elas me encontram em sites de busca! O que eu escrevo tem força porque o meu público-alvo sou eu, porque a minha escrita é terapêutica. Sendo terapêutica pra mim ela o é também para mulheres com história de abusos parecida com a minha e eu sei disso pelos comentários repletos de relatos doloridos sobre abuso na infância que recebo por aqui. Esses comentários, depois do meu alívio físico e catártico por quebrar o silêncio, são o meu termômetro de que estou no caminho certo: nadando contra a corrente. Quebrando correntes ao quebrar o silêncio.

Como responsável por iniciar um debate sobre adultismo nas redes sociais, portanto, venho publicamente assumir que errei ao trazer à tona esse tipo de discussão a fim de tentar consertar a merda que eu fiz ainda que o tenha feito com a melhor das intenções. Peço sinceras desculpas a todas as mulheres que foram vítimas de abuso por ter um dia aparelhado meu discurso aos discursos de pedófilos. Eu me autoproclamei antiadultista porque eu realmente acho que as crianças são estruturalmente oprimidas pelos adultos, pelos próprios pais: eu fui essa criança. Espancada, humilhada, diariamente corrigida por ser menina, por ser lésbica, por tudo e por nada, por abuso de poder e negligenciada quando sexualmente abusada. Eu defendo a educação sem violência, sem palmadinhas, sem humilhações, portanto, sendo antiaadultista, eu achava que estava sendo a favor das crianças sem saber que eu estava, na verdade, sendo cooptada por um discurso estratégico elaborado por ativistas pedófilos que defendem o fim da idade do consentimento para sexo livre entre adultos e crianças com o argumento de que as crianças precisam ter sua autonomia sexual respeitada e que o desrespeito a essa autonomia é adultismo ou etarismo.

Conheça a Nambla, uma associação norte-americana que defende o fim do consentimento para legalizar relações sexuais entre homens e meninos

Quando eu denunciei a “mulher trans” que compartilhou conteúdo pedófilo, eu achava que aquilo fosse uma postura individual dela e não algo tão destrutivamente maior e organizado. Como minha simples denúncia me trouxe tantas consequências, obviamente iniciei uma série de pesquisas sobre a ligação entre ativismo queer e pedofilia em sites internacionais. Não encontrei nenhuma denúncia como a que eu queria fazer, mas encontrei conteúdos de diversas fontes que podem ser relacionados a fim de tornar a discussão acessível a todas as mulheres que, como eu, também pesquisam a respeito sem encontrar resultados objetivos.

É meu dever como mãe, profissional de educação ou simplesmente cidadã – o ECA prevê este dever a todas nós – zelar pelo bem-estar das crianças, o que inclui denunciar pedofilia, não importando as consequências que isso traga para a minha vida pessoal.  Considero de suma importância que a sociedade compreenda como mães feministas vêm reproduzindo e defendendo discursos estrategicamente criados por abusadores sexuais de crianças que se reunem em associações abertamente pedófilas como a Nambla, uma associação norte-americana que defende a “liberdade sexual para todos” e o fim da idade de consentimento para legalizar as relações entre homens e meninos.

sexual freedom for all

“Liberdade sexual para todos!” Associação Norte-Americana de Amor entre Homens e Meninos”

Mães feministas vêm fazendo isso por imaturidade, por orgulho, por senso de superioridade, por sadismo, por arrogância e prepotência, pela incapacidade de rever os próprios erros e de pedir desculpas, por recusa em ouvir uma mulher que foi vítima de pedofilia e que luta contra isso com as forças que tem e que não tem. O que elas ganham com tamanha irresponsabilidade? Prestígio perante outros homens e outras mulheres como elas, apoio masculino, diferenciação das feministas que não odeiam ninguém – nem os pedófilos que podem estuprar suas próprias filhas futuramente -, apoio acadêmico, apoio midiático e apoio político, visto que as teorias queer vêm ganhando cada vez mais força em todas as esferas sociais enquanto ativistas queer fazem de conta que são invisibilizados dentro do movimento GBT. Como o ativismo queer pode estar invisibilizado enquanto vira matéria de duas páginas na Folha de S. Paulo e tema do Profissão Repórter é algo que ninguém vai conseguir explicar. Como o ativismo queer pode estar invisibilizado enquanto silenciosamente se insere nos conteúdos didáticos de cursos de Pedagogia (estratégia pedófila detectada), outra coisa que não vão conseguir explicar. Como o ativismo queer pode estar invisibilizado quase tendo cartilhas ideológicas sendo distribuídas nas escolas sem que haja uma discussão pública a respeito do assunto também não vão conseguir explicar. A Agenda Queer existe e está comendo pelas beiradas e quem mais deveria estar fazendo algo a respeito (mulheres com poder institucional acadêmico envolvidas com educação) fazem de conta que isso não existe ou que não importa ou que quem denuncia é louca, cheia de ódio no coração e perseguidora de trans. Porque se elas se posicionarem elas sabem que vão experimentar o que e experimento. Então elas preferem se unir ao coro que me diagnostica como uma mulher histérica que precisa de tratamento psicológico e se omitir do que lutar pelas crianças mesmo entendendo tudo sobre patologização dos corpos femininos.

Oprah

Tática discursiva pedófila: descredibilizar mulheres que dizem terem sido vítimas de abuso sexual na infância. Qualquer semelhança entre isso e o que mães feministas vêm fazendo comigo não é mera semelhança.

 

Se elas são omissas é um problema delas. Eu não sou. Podem pedir a minha internação num hospital psiquiátrico pelas “loucuras” que escrevo aqui, embora eu não tenha feito até hoje nenhuna denúncia sem provas. Ou também podem dizer que eu só quero me autopromover com mentiras, da mesma maneira que a Nambla faz com a Oprah lá nos EUA. Não serão as primeiras ou as últimas a afirmarem que eu me vitimizo e uso a minha história pessoal de abusos para me autopromover e eu realmente aprendi a não me importar porque eu valorizo a minha saúde mental, a capacidade da minha memória e a minha percepção de sobrevivente de abuso sexual. Eu não tomo mais esse ataque delas como algo pessoal, visto que elas não o fazem por intenção própria e sim por agirem como robôs do patriarcado. Se elas preferem usar as mesmas táticas discursivas de pedófilos para deslegitimar o que eu tenho a denunciar só posso dizer que sinto muito por elas, por suas filhas, sobrinhas e alunas. Pelos meninos também. Porque elas elegeram a inimiga errada e se uniram aos aliados errados e esses aliados são perigosos. E eu que sou a “irracional” da história, aquela que é passionalmente levada pelo ódio em qualquer texto que produza. Então tá, né?

Richard Green, ativista da Nambla: sexologista, psiquiatra e realizou estudos sobre transsexualidade

nambla e richard greenO ativismo pedófilo é forte e conta com o poder acadêmico. Sempre contou, desde o berço das Academias de Ciências, cujo início a história conta: consistia em homens mais velhos ensinando meninos mais novos sobre as ciências exatas e humanas e também homossexuais masculinas enquando as mulheres eram meras reprodutoras e ficavam no segundo andar das casas cujo nome era Gineceu. Elas não podiam nem jantar junto com os maridos. O amor heterossexual não existia na época, ele foi um projeto político colonizatório impulsionado pelo Romantismo. Não, o Romantismo não foi uma simples escola literária, foi um projeto político. A literatura é a legislação oculta do mundo. A palavra Romance vem de Roma e esse estilo literário foi um projeto de colonização europeia assim como o Queer é hoje. Amor mesmo era a pederastia, relacionamento entre homens e adolescentes do sexo masculino. Porém esse amor era passageiro, apenas para fins de repasse de conhecimento (ou seja, repasse da herança patriarcal). Os homens cumpriam com seu destino reprodutivo usando as mulheres como suas encubadoras e escravas domésticas. As únicas mulheres que estes homens admiravam eram as hetairas. Prostitutas de luxo. Sócrates inclusive teve aulas de amor com Aspasia, cujo conhecimento foi usurpado para a produção dO Banquete de Platão.

No próximo post sobre o tema: prints com análises comparativas entre discursos pedófilos e queer. Não perca!

 

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13 Respostas para “Antiadultismo: uma forma de promover pedofilia”

  1. arttemiarktos

    Nunca tinha ouvido falar em adultismo. Vou pesquisar sobre. Todas as armas usadas pro promover o abuso sexual de crianças tem que ser denunciadas . Muito obrigada por mais este texto.

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  2. arttemiarktos

    >> Ontem eu tentei postar um comentário, mas não consegui. Não sei se foi para aprovação, então eu resolvi tentar postar hoje de novo. É o mesmo comentário, só que eu acrescentei outras coisas. Se vc for aprovar, delete o outro por favor.

    O ativismo pedófilo é tão forte que ganhou batalhas nas leis de família. Foi um psiquiatra acusado de abusos contra crianças quem criou o conceito de alienação parental para que mães que denunciassem pais abusadores, perdessem a guarda dos filhos e depois inventaram a tal guarda compartilhada obrigatoria que coloca em risco crianças em situação de violencia sexual ou outras violência de permanecer ao alcance de pais abusadores. Acompanhei pela internet a luta das mães e feministas espanholas contra a adoção da alienação parental e a guarda compartilhada (dois conceitos importados dos EUA) na Espanha. As mulheres mães e feministas perderam essa batalha. Essas campanhas contra os direitos das mães e crianças, foram financiadas e protagonizadas por homens pertencentes ao movimento masculinista (men’s right), movimento muito ativo e com uma grande força econômica nos EUA, Austrália, Canadá e Nova Zelandia. Esse movimento em sua face externa, luta principalmente por mudanças nas leis de família que retirem direitos das mulheres e crianças com a desculpa de que homens são prejudicados pelos tribunais de família. Na face interna, esses grupos são extremamente misóginos e apoiam a pedofilia, só que o alvo deles são preferencialmente as filhas, as meninas. Digo face externa, porque os que se apresentam na mídia, são aqueles com discurso e aparencia de “homens de bem”. Na sua face interna que só aparece na internet, os blogs masculinistas assumem aquilo que são: misóginos, pedófilos, racistas e reacionários. Na Espanha não foi diferente. Os cabeças do movimento masculinista espanhol é que patrocinaram a campanha pela aprovação da alienação parental e custódia compartilhada obrigatória. Aqui no Brasil também. E segundo as denúncias das feministas espanholas, esses líderes, muitos deles, tinham sofrido processos por abusos contra os próprios filhos e filhas.

    Dois casos em que a tal alienação parental foi aplicada no Brasil que li na internet: um foi o caso de uma menina, filha de uma médica e de um funcionário da justiça. Neste caso, o pai acusou a mãe de alienação parental, a mãe perdeu a guarda e foi proibida de qualquer contato com a filha (esse é o remédio imposto para a alienação) por 3 meses. A menina durante esse período foi maltratada, torturada pelo pai e acabou morrendo. Uma das empregadas da casa deu um depoimento dizendo que a menina ficava o dia inteiro amarrada e se chorava, era espancada. No segundo caso, que aoncteceu no sul, a mãe acusou o pai de alienação parental. Provou na justiça que o pai a ameaçava e impedia de visitar o filho. O menino sofria maus tratos, estava sujo, cheio de dentes podres. A batalha judicial já durava meses e o menino continuava com o pai. Ficou claro pra mim, do que a alienação parental se trata.

    Num blog ‘feminista’ aqui do Brasil, que defendia a tal alienação parental e citava uma pesquisa feita em SP por um promotor ou juiz não me lembro, ( o estado de SP é tido como possuindo uma das varas de família mais conservadoras, pois está infiltrado com membros da opus dei) apresentava uma estatística estranha para dizer o mínimo: segundo a tal pesquisa de cada 10 denúncias de abuso contra crianças prestadas pelas mães, 7 eram falsas!!! Sendo que nos blogs espanhois anti-adoção da alienação parental e guarda compartilhada obrigatoria que eu li, o índice era de 2%. Fiquei pasma em como as mães brasileiras são desacreditadas pela justiça patriarcal quando denunciam pais abusadores.

    Os meios acadêmicos todos aqui no Brasil abraçaram essa palhaçada de alienação parental e guarda compartilhada obrigatória. Só li um texto, além do seu, talvez existam outros mas não achei, que se manifestava contra a guarda compartilhada (http://www.cfemea.org.br/index.php?option=com_content&view=article&id=4476:nota-tecnica-guarda-compartilhada-automatica-plc-1172013&catid=212:artigos-e-textos&Itemid=146). No Brasil não foi diferente, os defensores da guarda compartilhada obrigatória seguiram os passos e argumentos dos seus irmãos masculinistas dos EUA e Canadá. Só que diferentemente da Espanha, a alienação parental e guarda compartilhada obrigatória não encontrou resistência. Ou não muita. Na Espanha foi diferente, as feministas e as mães fizeram manifestações, encontros e etc. Mas, infelizmente não foi suficiente.

    Esse foi o texto que me abriu os olhos pra questão da alienação parental e guarda compartilhada:

    Em nome do filho ou o retorno à lei dos pais http://www.scielo.br/pdf/ref/v16n2/16.pdf

    Alguns do textos que li nos blogs espanhois:

    Nesse texto, tem uma citação do criador da alienação parental, é ler e ficar indignada em como a sociedade aceitou isso, mesmo sabendo que quem criou estava sendo acusado de abuso e defendia a pedofilia: Síndrome de alienación parental: cuando la solución es vivir con el maltratador | Periódico Diagonal https://www.diagonalperiodico.net/libertades/sindrome-alienacion-parental-cuando-la-solucion-es-vivir-con-maltratador.html

    Mentiras utilizadas para justificar a imposição da guarda compartilhada http://wp.me/p5Wz9-27Y

    Las asociaciones de mujeres denuncian la falta total de respaldo científico del pretendido “SAP” http://www.mujeresenred.net/spip.php?article1220

    ¿Qué y quién se esconde tras el I Congreso d Síndrome d Alienación Parental y Custodia Compartida? http://www.mujeresenred.net/spip.php?article1777

    Veja só uma tentativa de facilitar o acesso de homens violadores á crianças:

    Sex offenders including paedophiles should be allowed to adopt, Theresa May told – via @Telegraph http://fw.to/8Y98M5G

    Eu gosto muito dos seus textos pois você fala muito do que eu penso a respeito desse e de outros assuntos. Vou contar a minha história pessoal. Como toda mulher, sofri assédio desde muito novinha, a primeira vez que me lembro, foi mais ou menos aos 6 anos, quando um homem velho, nojento ficou se esfregando em mim no ônibus. Aos 8 anos, quase fui abusada por um vizinho de 14, fui salva pelo congo. Nao vou entrar em detalhes, mas isso influenciou a maneira como eu eduquei a minha filha. Nunca permiti que ela brincasse com crianças mais velhas, nunca permiti que ela dormisse ou passasse o dia em casa de amiguinh@s que tivessem um irmão mais velho. Aos 3 anos, quando ela entrou na escola, eu tive uma conversa com ela. Disse que nenhum adulto, fosse quem fosse, ou criança ou criança mais velha poderia ultrapassar certos limites, que ninguem estava autorizado a tocar em partes de seu corpo e que ela também não deveria tocar em outras crianças ou adultos que pedissem isso. Não sei se foi bom ou ruim, mas baseada na minha experiência, eu só queria proteger a minha filha quando eu não estivesse presente.

    Semana passada, li uma reportagem que dizia que o número de violências sexuais de crianças contra crianças vem aumentando no Reino Unido e os especialistas apontaram como uma das causas, o acesso facilitado que os meninos tem hoje em dia á pornografia na internet. Uma geração de meninos está sendo formada, tendo como comportamento naturalizado o abuso. Fico revoltada quando vejo blogs de ‘feministas’ defendendo pornografia. No Brasil, esse país pedófilo por natureza, existem 1800 pontos de exploração sexual de crianças nas estradas federais. Essa estatística não promoveu até agora nenhum debate na sociedade sobre o sofrimento dessas crianças. Parece que são invisíveis. Ninguém quer saber que a maioria das crianças abusadas, foram abusadas pelos pais, padrastos, avôs, tios, irmãos e etc. Ninguém quer mexer no vespeiro da família patriarcal e debater essa questão.

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    • milfwtf

      Estive a frente do ativismo contra a aprovação da lei da guarda compartilhada!

      https://milfwtf.wordpress.com/?s=pl+117&submit=Search

      Este é um texto em que falo sobre tudo isso que você falou aqui e trouxe até uma pesquisa acadêmica nacional para embasar meus argumentos diante das mães que me isolaram politicamente por eu denunciar pedofilia, mas nem isso foi suficiente para elas se unirem a mim nessa luta, elas disseram que “””eu tava vendo demais”””, que elas não viam relação nenhuma entre guarda compartilhada e pedofilia.

      Esse texto foi enviado para a Secretaria das Mulheres da presidência que tomou ciência e mas não dialogou conosco, nossa intenção era pressionar a Dilma para o veto, abri até uma página no Facebook chamada Veta Mais – Mães Contra PL 117, mas não tivemos apoio de nenhum grupo materno devido ao isolamento político e a deslegitimação que fizeram comigo. Tudo o que partir de mim será boicotado por elas.

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      • arttemiarktos

        Nenhuma solidariedade com as mães nessa situação. Nenhuma solidariedade com as crianças vítimas de abusos. Nem por um momento tiveram empatia com essas mulheres e capacidade para se por no lugar delas ( mães e crianças vítimas de homens abusadores) e pensar: “poderia ser comigo ou com meus filhos”. Toda solidariedade para os homens. Lamentável. Já tinha lido um dos textos do link, o outro não. Estou lendo. Muito boa pesquisa.

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  3. C. S. Costa

    Gente, eu não consigo entender como alguém consegue transformar uma coisa que gera questionamento e reflexão em algo tão horrível como pedofilia. Eu já havia lido algumas coisas sobre adultismo e jamais passou pela minha cabeça que pudesse endossar discurso pedófilo. O que apreendi sobre o assunto envolve educar crianças com respeito e carinho, sem violência, sem manipulação.
    Estou chocada, mas não estou (confuso, eu sei…). Percebo como isso é absurdo, mas ao mesmo tempo não estou assim tão surpresa. É mesmo de se esperar que gente com esse tipo de “”””sexualidade”””” (muitas aspas porque sexualidade, pra mim, não envolve violência, nem crianças) tenham tanto talento para transformar qualquer coisa em um instrumento para seu próprio benefício.
    E sobre masculinistas e todo o prejuízo das mães feministas espanholas, consigo ver uma lógica de poder: esses absurdos acontecem porque são homens tomando as decisões, e eles não querem ouvir mulheres, muito menos mães, muito menos feministas.

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  4. IGN

    Eu sinceramente acho que a luta feminista legítima,de uma forma geral,tem um problema extremamente sério de mulher machista.Eu nunca imaginei na minha vida ver mulheres defendendo pedofilia.Nem sei o que pensar disso,meu cérebro não processa.Eu já tive experiências horrendas com mulheres machistas( incluindo pseudo-feministas que se uniram á homens para me ofender), á beira de eu surtar e virar misógina,imagino o que a autora esteja passando.E tudo isso me tirou ( completamente) a vontade de me engajar fundo em lutas,de prestar os meus recursos e minhas experiências diferenciadas ( tipo,nunca fiz esse lance de depilação e sempre me toquei e tal,etc,etc)

    Mas não entendo porque não há nem uma mínima problematização da crueldade de mulheres contra mulheres.Ninguém vai estar colocando elas contra nós porque elas já estão contra nós.Existem blçogs anti-feministas que são inacreditáveis de tão nojentos.E quem acha que são apenas mulheres que se posicionam contra aborto ou aquelas que se revoltam contra as sex-posers( neoliberais) e ficam xingando por aí,enganam-se: são materiais legitimamente misóginos( fora as tiradas cruéis contra feministas).

    Chegamos ao ponto de ter pedófilos defendidos por “feminitas”,o que falta amis para termos esse problema levado á tona? porque caso não percebam,isso está destruindo o mínimo que foi conquistado.A pornografia já está em toda parte graças aquelas merdas das sex-posers,estupro virou piada( em consequência) o que mais vamos deixar essas mulheres conquistar/nos destruir para os homens?

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  5. Iza

    Continue escrevendo você está fazendo um trabalho importantíssimo! Quem dera todos tivessem a sua coragem.

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  6. Ana

    O feminismo liberal e interseccional são pró-pedofilia. Parei de romantizar pureza das mulheres, somos vítimas, mas estamos cegas por um amor incondicional a machos que não nos amam nem nunca vão amar. Ninguém ama quem é mais fraco, mais omisso e mais acomodado. O fraco é indiferente. Somos indiferentes aos homens. Até a ignorância política é melhor que as tranqueiras do feminismo liberal.

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