Mãe. Inquieta. Lésbica. Foda-se. ▶ #Herstorytelling

Eu por mim mesma #ElasPorElas #EscritorasPorEscritoras

Enquanto uma gata aí que podia ser uma colega de profissão (Redatora Publicitária) atualmente tenta me caluniar perante as “feministas de destaque” eu: escrevo poemas aqui linguainquieta.blogspot.com, escrevo sobre maternidade e lesbianismo aqui neste blog que você está lendo agora e crio conteúdo para um tumblr cujo tema é mulheres protagonizando a música eletrônica (que pode ser conteúdo de base para diversas outras áreas profissionais que envolvem tecnologia e produção de conteúdo) que é este aqui: sominas-e-music.tumblr.com.

Tudo o que eu crio condiz com uma ética específica chamada ética do cuidado. A ética de contar as história atual das mulheres a partir de uma perspectiva pessoal e política. Esta ética do cuidado tem a ver com não promover a cultura de destruição das mulheres, uma ética em que se há críticas elas são transparentes e embasadas em dados da realidade, não em calúnias, difamações e ad hominens ou falácias diversas.

Eu poderia agora mesmo estar produzindo para o “capitalismo” (clique para saber por que coloquei a palavra entre aspas), inclusive minha vida seria muito mais fácil se eu tivesse escolhido este caminho, mas estaria muito, muito vazia de sentido. Sentido é tudo o que busco dar à minha vida. Felicidade não me basta, não tô aqui pelo prazer e sim pela sobrevivência. Meu discurso é outro por isso. Porque ele é periférico e eu não nego as minhas raízes apesar de não morar mais na periferia.

Estou aqui em busca de me curar das histórias de abuso que vivi dentro do regime da heterossexualidade compulsória, do abuso sexual infantil, da maternidade compulsória, da misoginia que permeia a economia desse país que nunca deixou de ser uma colônia de exploração, começando pelo útero, que ainda é preso não só pelo Estado, mas pela mentalidade de cada homem que compõe o alinhamento político ao fundamentalismo religioso (mesmo quando ateu!), como também as suas aliadas, as colaboracionistas, que preferem caluniar quem luta por sobrevivência do que botar dedo na cara de macho pra cobrar respeito e representatividade plena para que as mulheres possam falar por si. Inclusive e principalmente as periféricas.

Contra o avanço do discurso do príncipe no cavalo branco que virou essa porcaria de feminismo que permite que o macho seja percebido como um possível salvador. ‪#‎ElesPorElas‬ não me representa. Eu sou‪#‎ElasPorElas‬, eu sou pelo protagonismo das mulheres, pelo respeito à memória de quem veio antes de mim, pelo respeito às minhas contemporâneas, pelo meu único modo de confiar na preservação deste planeta, das florestas, das águas, da vida enfim.

Você também é escritora e sente necessidade de se defender?

Faça a sua própria defesa em suas redes sociais compartilhando a imagem a seguir e as hashtags #ElasPorElas e #EscritorasPorEscritoras.

Chega das narrativas sobre heróis, essas narrativas são táticas de guerra às mulheres, são um dos motes do Romantismo, nós não toleraremos que o Feminismo seja tomado por um movimento colonizatório que pretende devolver as mulheres ao lugar de coadjuvantes.

Somos autoras, somos protagonistas. E exigimos respeito!

ElasporElas

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