Mãe. Inquieta. Lésbica. Foda-se. ▶ #Herstorytelling

Eis o meu recado para as feministas

Na minha última semana antes da menstruação, ele surgiu novamente. Depois de tanto tempo sem aparecer. Estou falando do herpes labial que infesta minha boca a cada vez que eu passo por um nervoso muito grande. Quando o herpes vem, é sempre uns dias antes da menstruação depois do último baque. Bem, sobre o último baque, devo dizer que talvez feridas que me causaram aqueles que abusaram sexualmente do meu corpo infantil nunca sejam fechadas. Eu vivo repetindo pra mim que “estou curada”, mas há essas feridas que nunca fecham, por mais que eu as encare com vontade de vencê-las. Até mesmo os estupros que passei quando era já adulta me parecem curáveis, mas os abusos sexuais que homens cometeram contra mim quando eu era criança são os fantasmas que me pegam pelo pé à noite, quando eu menos espero eles estão lá, me puxando para baixo de novo e eu sem saber o que fazer para mandá-los embora.

Pode me chamar de vitimista agora, você não será a primeira, minha mãe vem fazendo isso comigo desde a infância. Depressão seria o meu diagnóstico individual para um transtorno que não tá na minha mente particular, mas no tecido social formado pelas narrativas dominantes, que empurram o sexo feminino para a autodestruição. Pouco importa para doutoras e doutores como eu mesma compreendi que remédios só piorariam o meu caso. Pouco importa que eu tenha me negado a me submeter à patologização dos corpos femininos segurando sozinha a barra de ser mãe com um grande sucesso em tudo o que me propus viver com meu filho apesar dos fantasmas me puxando o pé. Pouco importa eu relacionar a depressão aos abusos sexuais que vivi e aos discursos que os perpetuam simbolicamente esses abusos no hoje, revirando meu estômago em asco e dor, trazendo os sintomas de volta pro meu corpo. Quem deveria me ouvir, reverberar o que tenho a dizer, me vira e me pisa a cara. Meu discurso de sobrevivente de abuso sexual infantil não importa a ninguém, nem a quem “luta pelo fim da violência contra as crianças”.

meninama

Cena do filme Menina Má .Com, logo após a heroína castrar um pedófilo. Feministas diriam que o ódio da menina não era legítimo. 😉


A hipocrisia de vocês, a omissão de vocês, me revoltam. E eu tenho o direito a esta revolta. Meu ódio é legítimo.

Aliás meu discurso importa sim, não preciso da aprovação externa pra saber de minha importância. Importa às vítimas e é por elas que continuo escrevendo. Para extravasar e jogar na cara do mundo o que ele fez – e continua fazendo – comigo, para ser a voz de quem ainda não tem coragem de falar sobre ter sido uma criança que sofreu abuso sexual. Porque é difícil falar, escrever, admitir mesmo em voz baixa, quem dirá perante o mundo e aos berros como eu faço. É aterrorizante. Mas quem faz isso atualmente¿ Eu preciso fazer. Por mim, pela minha própria sobrevivência, pela minha cura que nunca chega porque a sociedade sempre repete a violência.

O que mais me espanta, irrita e enraivece é que existam mulheres no mundo que estão prontas para alimentar a permanência destes fantasmas na minha vida. A maioria feminista. Demorei a vida inteira pra perceber que a minha mãe não me protegeu porque é muito raro proteger um ser humano do sexo feminino nesse mundo que inferioriza metade da humanidade condenando-a a duas identidades apenas [a santa e a puta] e depois transformando essas duas identidades em algo desejável de ser copiado e caricaturizado pelo sexo masculino, como se isso que eles caricaturizam, a feminilidade, os trejeitos, as vestes, não fossem exatamente o que foi inventado para nos enfraquecer, para tirar nossas potências plenas como seres humanos. E as feministas atualmente acreditam que essa caricaturização tá tudo bem, que não é misoginia. É raro proteger um ser humano do sexo feminino porque o mundo está programado para o ódio às mulheres, e quando eu digo o mundo eu incluo as próprias mulheres que foram programadas para odiar a si mesmas e umas às outras. E eu não preciso provar o que eu digo com tanta informação pra quem quiser pesquisar no google, em diversos cantos do globo terrestre. É perigoso e ameaçador lutar por mim mesma, lido com o medo da morte constantemente. Por ser lésbica, por me posicionar contra a cafetinagem, por ser categórica quando falo de pedofilia. E é ameaçador porque proteger meninas numa sociedade em que o ódio das mulheres alimenta a indústria e a cultura de forma a manter os homens no topo da cadeia alimentar – ótima metáfora –  pode acabar em assassinato, queima de arquivo, feminicídio.

Vocês acham que eu amo me expor quando isso pode ameaçar minha vida¿ Mas eu superei o medo da morte, e isso faz de mim artista. Artista sim, eu vou afirmar, porque a arte que produzo não está separada da política e isto é que é arte, não esse lixo pós-moderno em que uma pessoa inala tinta e espirra na parede e o que ela produziu é arte abstrata e conceitual. Eu sou uma artista da materialidade como matéria-prima da estética. E estou aqui pra falar de estupro. Onde estão as mulheres da literatura que falaram de estupro? as mulheres não podem… precisam dar voltas e voltas e falar sem dizer sobre suas dores mais reais para passarem pelo crivo da aprovação patriarcal que o mercado editorial lhes (nos) impõem.

O mundo programa as meninas para o estupro quando permite que abusadores sexuais de garotinhas permaneçam impunes, o mundo programa as meninas para o estupro quando permite que homens barbados desejem ou tenham um relacionamento com uma garota que foi impedida de conhecer sua própria fisiologia direito, que foi impedida de se tocar, se masturbar, de sentir que aquela parte de seu corpo era sua e de mais ninguém, que seu clitóris existe para seu prazer, que ela pode e deve dizer não, e alto, e gritar se for preciso para sair de uma situação de abuso, socar, empurrar, bater, cuspir, chutar o saco, odiar, lutar por justiça sem abaixar a cabeça. Só que meninas não podem nem dizer não, nem se defender, se eu que sou adulta já estou sendo impedida de lutar pelos meus direitos e pelos das meninas, quem dirá elas, as garotinhas, que têm suas vozes silenciadas sistematicamente desde muito pequenas e o mundo inteiro – inclusive mães que lutam pelos direitos de suas crianças – faz de conta que o abuso sexual infantil é exceção e não regra.

PedofiliaAcre

Clique na imagem para ler a entrevista com a ativista que fez a denúncia.

Abuso sexual infantil não é exceção.

Patriarcado.

Abuso sexual infantil não está longe da sua filha.

Patriarcado.

Abuso sexual infantil inclusive já pode ter acontecido com ela, mesmo que ela seja um bebê de colo.

Patriarcado.

É abuso o professor da sua filha se engraçar com ela.

Patriarcado.

É abuso aquele moleque de 22 que faz declarações de amor pra sua filha de 14, 15, 16 anos.

Patriarcado.

É abuso quando ensinam que meninos amadurecem mais tarde que meninas.

Patriarcado.

É abuso quando os pais incentivam seus filhos de 20 a pegar garotinhas na porta das escolas.

Patriarcado.

É abuso aliciar menores oferecendo-lhes um chocolate em troca de um boquete, e depois oferecer drogas e viciá-las para logo após, quando o aliciador foi julgado, o juiz dizer “transaram porque ela era prostituta”, inocentando o criminoso.

Patriarcado.

É abuso quando movimentos sociais viram a cara pra mim, uma sobrevivente de abuso sexual infantil, enquanto levanto a minha voz.

Patriarcado.

É abuso fazer passar uma lei que vai legalizar a cafetinagem e deixar o terreno ainda mais livre para a exploração sexual infantil.

Patriarcado.

Quem escreveu e escreve as leis? O PATRIARCADO. Igrejas, Estado, os representantes da moral e dos bons costumes da família brasileira que protege a liberdade de só um tipo de ser humano: o homem branco.

sobrepedofilia

Deusa, parem de tapar o sol com a peneira, dizer que abuso é abuso não é tirar a “liberdade sexual” (qual?) das filhas de vocês, quando é exatamente o contrário, é colocar o abusador no centro do debate: por que ele já é maior de idade, teve acesso a diversas experiências que a sua filha não passa nem perto, afinal a socialização masculina é para a liberdade e acesso a todos os espaços e a todo seu corpo e a socialização feminina é para a alienação sexual e afetiva  de si mesma, para a clausura, e ele deseja a sua filha “mesmo assim”, mesmo a sua filha sendo uma garotinha, mesmo sabendo que existem essas diferenças tanto de desenvolvimento cognitivo quanto de experiências no mundo? Talvez – e muito provavelmente – ele já tenha ido até a um puteiro! Com certeza ele consome pornografia e já enxerga mulheres como um objeto sexual no qual quanto mais meterem, mais vantagem contarão entre os amigos. Pois meninos recebem uma socialização predatória e não sou eu quem está falando, a sociedade fala por si. Como é possível pessoas romantizando esse tipo de relação como algo natural, se intrinsecamente existe nela um jogo de poder e, sabemos, a corda rompe sempre do lado mais fraco?

Nenhuma, eu disse, nenhuma garota está segura numa cultura de estupro, pois a cultura de estupro não se sustentaria sem o abuso sexual infantil de meninas que implanta o terror em nossas vidas desde tão cedo, minha deusa, tão cedo! Nos roubando a capacidade de refletir nossas próprias condições sociais! Nos alienando de nossas vidas, nossos corpos, “por amor”!

Você que me caluniou poucos dias atrás por causa do meu post para uma feminista aí que já não convém mais falar o nome, dizendo que eu estava contra ela quando, pela deusa, eu disse que a moça tem talento pra escrita e pedi para que ela nunca parasse de escrever, apenas que revisse seus posicionamentos em relação ao assunto PEDOFILIA, você é a responsável por esta herpes na minha boca, você é responsável por eu ter caído em depressão de novo, você que reforça o discurso da “agência” e da “autonomia” sexual de meninas em plena cultura de estupro e se chama feminista, você a quem o mercado publicitário e pessoas públicas com interesses políticos partidários aplaudem em detrimento do que uma vítima de abuso sexual infantil tem a dizer, você não é só vítima da misoginia, você é colaboracionista, você está ao lado do opressor porque se beneficia financeiramente, politicamente, academicamente, ou seja, você fecha com macho pelos privilégios que o sistema te proporciona, você aperta a mão do cara que abusou sexualmente de mim quanto eu tinha sete anos de idade quando me calunia por eu lutar a minha luta, porque a minha luta é perigosa para os teus privilégios.

Eu tenho nojo de vocês, mulheres, que querem manter seu status, seu poder, ou delírio de poder que vocês acham que herdaram dos homens e das instituições patriarcais que as favorecem dentro da sociedade às custas de quem não tem nada e precisa lutar para pelo menos existir, como eu estou fazendo aqui. Eu tenho nojo de vocês que precisam pisar em cima de mim pra se sentirem no topo, feministas de destaque, como disseram. Foda-se o feminismo, eu quero viver sem esses fantasmas rondando a minha vida e ultimamente é o feminismo o terreno que mais os aproxima de mim. Não sou feminista, quantas vezes vou ter de repetir, por que teria inveja das “feministas de destaque”, porque eu iria querer destruí-las? Inveja do dinheiro que elas ganham ou querem ganhar com a palavra “feminismo”?

Não acredito em “inveja de dinheiro”, acredito em “ódio de pobre”. E acredito na inveja da força que o pobre é obrigado a ter pra lutar sua luta. A inveja do brilho da sobrevivência não deveria ofuscá-las.

ACORDEM dessa ilusão mental que criaram a meu respeito para se defenderem das bombas que eu jogo pro mundo em forma de palavras. As bombas não são para vocês, parem de entrar na frente dos seus machos para defendê-los do que eu escrevo, isso eu não vou tolerar.

Eis o meu recado para as feministas.

ACORDEM.

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8 Respostas para “Eis o meu recado para as feministas”

  1. C. S. Costa

    “Depressão seria o meu diagnóstico individual para um transtorno que não tá na minha mente particular, mas no tecido social formado pelas narrativas dominantes, que empurram o sexo feminino para a autodestruição.”

    Essa é uma das frases mais verdadeiras que eu li na vida.

    Eu sinceramente espero que você fique bem. Já tive depressão (aliás, culpo o patriarcado – o gatilho foi um homem, lógico) e sei que é uma bosta. Fico muito decepcionada quando vejo divergências prejudiciais entre mulheres (porque há também as divergências saudáveis ou apenas neutras, que não causam mal a ninguém). A falta de empatia, a meu ver, é um problema social. Você compartilha aqui tanto do que já sofreu e ainda assim há pessoas que preferem te atacar…

    Espero que fique tudo bem, de verdade.

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  2. Victória

    Você está apoiando o patriarcado ao tirar a liberdade das mulheres.
    Você sabe muito bem que machistas não gostam de vê suas filhinhas namorando, muito menos ficando. Já os filhos têm sinal verde para pegar todas e são até incentivados
    Mulheres amadurecem mais cedo mesmo, mas mesmo assim, os pais as controlam.

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    • milfwtf

      Victória, em primeiro lugar você não é mulher, discurso de macho pedófilo eu reconheço pelo teor e o teu faz o meu alarme apitar. Mulheres não amadurecem mais cedo. Uma coisa é controlar sexualidade e outra completamente diferente é alertar sobre a existência de pessoas como você, seu macho escroto desgraçado. Morre logo, verme.

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  3. Heloisa

    “Quem deveria me ouvir, reverberar o que tenho a dizer, me vira e me pisa a cara. Meu discurso de sobrevivente de abuso sexual infantil não importa a ninguém, nem a quem “luta pelo fim da violência contra as crianças”.

    Moça, você não tem ideia de como me ajudou ler esse teu texto (e vários outros, aliás). Fui vítima/sou sobrevivente (Não sei se é o suficiente sobreviver… queria mesmo é viver) de abuso sexual dos 10 aos 14 anos por parte do meu pai, que não morava comigo e nunca se casou minha mãe (sou umas das 5 milhões sem registro paterno no Brasil). Minha mãe sempre foi negligente e omissa emocionalmente, e não consigo ter uma relação pacífica com ela até hoje, e acho que nunca terei. Ela parece que tem um princípio de Autismo ou Esquizofrenia leve, e não consigo ter pena – qualquer senso de empatia ou de cuidado ao outro me foi completamente abstraído, pq nunca tiveram por mim, eu era e sou ainda minha única base ou apoio.

    Essa balela do feminismo moderno neoliberal que hoje está tanto na moda me enjoa, me cala e ma apaga, e eu não sei o que fazer. Não dá pra falar nada – TERF, SWERF, transfóbica, islamofóbica, “aaiii mas é questão indivuaaaal, aaaiii, mas é a pessoa que tem que decidir se quer ou usar o véu, ou se depilar, ou ser assediada na rua, ou ser culpada quando estuprada, pq “escolheu” se “identificar” com o “gênero designado” no nascimento. ARRHHHGG BLEEEHGRR
    Foi minha “escolha” usar um short curto quando criança, e ter depois o meu próprio pai justificando o abuso pra minha mãe: era “provocação”. Sempre me culpei, ainda hoje me culpo. A culpa é algo tão entranhado que mesmo tendo estudado e lido sobre esse lixo de patriarcado ela ainda permanece. Mas eu passei a me culpar menos quando percebi que não importava que eu me achasse “inteligente”, esperta, madura, ou o que fosse. Ainda que eu fosse adulta, seria abuso – psicológico, sexual, coerção, chantagem emocional, covardia e violência masculina pura e simples.

    Como não ser misândrica?? Por que o ódio de quem passa por isso é tão vilificado?? Resquícios da piedade cristã? Mesmo ateus me falam coisas absurdas – perdoar, esquecer, seguir em frente – sim, porque o cérebro é como um cartão SD ou um HD, é só deletar os arquivos indesejados?? Desespero. Não, passei desse ponto, tou é apática, amarga e triste. Ainda não dessenssibilizada. Talvez fosse melhor.

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    • yume

      conheço essa ladainha….já defendi meu direito de odiar homens e fui escrutinizada.As porras loucas lá,o que ganham com isso eu não sei porque os machinhos se utilizam dos “feminismos” delas para poder usa-las como prostitutas.

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  4. yume

    isso! que cada vez mais vocês aprendam a xingar e querer justiça.Foi isso que eu tinha te falado num post meu sobre vitimismo: não basta denunciar,tem que exigir justiça,exigir punição.

    eu perdi o medo de xingar macho e feminista de araque.Só um lance de recomendação: pare de sentir culpa e mostre que vc vai por combate(ok,vc vai dizer que não,mas vejo um resquício aí).Um colega meu me falou isso e hoje eu vejo que é verdade: o ser humano se intimida pelo combate.quando vêem que vc vai reagir,eles se arregam.Eu já vi isso na vida real.Eles não esperam a mulher reagir(não necesariamente agressão física….),quando vc dá a mensagem: ” se vc fizer,eu vou reagir”,os caras ficam desorientados.Por isso que a fragilidade feminina é tão cultuada.Por isso que a misandria,por mais justa que seja,é vilanizada.Por que está aí o verdadeiro poder nosso: perda de medo de macho babaca que quer nos destruir e de mulher machista ( que por mim que compartilhe a mesma cova que eu cavar pros dito cujos)

    Ah,é ódio no coração? pergunta se o que o homem faz conosco é amor!
    Eu particularmente tomei um ódio viceral e insano por feminista neoliberal…a ponto de ir em médico..a ponto de desejar fazer besteiras…e esse “feminismo” é que tem alimentado tudo o que eu vejo vc escrever aqui de misoginia….TUDO,até o masculinismo.

    Aliás…que bom seria se esse “feminismo” fosse mais denunciado….

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  5. As escritoras lésbicas estão passando | M.I.L.F. WTF?

    […] No dia 17 de junho de 2015, escrevi sobre algo que me doía: o silenciamento de vítimas de abuso sexual infantil dentro do feminismo. Hoje, ao observar outras escritoras se levantando para abordar essa temática do abuso sexual infantil em suas obras, meu coração fica quentinho. Não é, assim, muito interessante observar o nascer de uma nova onda, brasileiríssima onda? Sim, é, eu acho sim, sinto meu coração quentinho quando observo que por trás de tantas diferenças que temos entre nós, mulheres, algo nos conecta para além de nossas biologias, uma cultura. Mas ele vira uma pedra de gelo quando lembro que essa cultura se chama cultura de extermínio. Assassinato. Guerra. Genocídio. Ginocídio. Tão pouco restou para nós dentro dessa cultura. Parece que a ditadura militar nunca acabou para as mulheres, não é mesmo? Quando o feminismo não serve para fazer algo sobre meninas que já foram vítimas de violência sexual, eu não consigo compreender, eu não consigo visualizar quando é que ele poderia ser bom pra qualquer outra coisa.  Porque a cultura do extermínio é essa mesma cultura do estupro que é a mesma cultura do abuso sexual infantil, uma coisa está intimamente ligada à outra. […]

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