Mãe. Inquieta. Lésbica. Foda-se. ▶ #Herstorytelling

Mulheres que eu leio – I

Ana Paula – Escrituras Radicais

Resolvi fazer uma série de posts para indicar mulheres que produzem conhecimento a partir de uma análise materialista (ou seja, focada em corpo e existência e não em subjetividades).

A primeira é a Ana Paula, que escreveu um post sobre bucestismo, uma definição – que julgam – pejorativa para rotular mulheres que produzem conhecimento a partir de suas biologias.

escrituras radicais

Leia um trecho:

BUCETISMO SIM

Manas, olha só, uma vagina não é somente um buraco que carregamos entre as pernas. Uma vagina é um símbolo: um símbolo de uma história milenar de uma classe de pessoas que, ao serem identificadas por nascer com uma vagina, aprendem desde cedo a odiá-la e a odiar a tudo que está relacionado à ela: a menstruação, a maternidade, a sexualidade, o prazer;  aprendem a vê-la, a vagina e seus processos naturais, como imorais e sujos, a ver o próprio prazer e sexualidade como imoral, sujo, perverso, e a entender que nossa vagina e nossa sexualidade só podem existir e serem anunciadas se forem para servir aos homens – a classe de pessoas que portam o pênis – e que, caso contrário, deve ser escondida, silenciada, amaldiçoada, imoralizada. A vagina não é apenas uma fisiologia, um dado, um aspecto físico e formal, a vagina e a vulva são símbolos através dos quais somos classificadas pelo patriarcado como mulheres e ensinadas a nos odiar, a nós, a nossos corpos, ao nosso sexo e a nossa sexualidade e nossos processo naturais, a nos ver como inferiores e incapazes em relação aos homens, a naturalizar nossa inferiorização, nossa submissão e nossa objetificação ao mesmo tempo em que somos ensinadas sobre quem é superior, quem deve ser valorizado e o que devemos adorar e idolatrar: o pênis e os homens – aqueles que nos é ensinado que, justamente por não portarem vagina, mas pênis, são superiores e tem direitos sobre nós e nossos corpos.

Clique aqui para terminar de ler o post e ter acesso a outros textos produzidos pela Ana Paula.

Gostou da minha iniciativa?

Que tal deixar nos comentários o link com o seu blog, um post que você gostaria de compartilhar com as minhas leitoras e o seu nome para que possamos formar uma teia de escritoras brasileiras com viés materialista?

Chega de ler machos. Mulher liberta mulher. Vamos manter e aprofundar o foco.

É nóis!

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