Mãe. Inquieta. Lésbica. Foda-se. ▶ #Herstorytelling

As ideologias Queer são prejudiciais para as crianças

Ou: por que o MEC deve impedir que as Teorias Queer sejam ensinadas nas escolas brasileiras.

O Queer criou o problema da identidade, que é o foco das questões de gênero ao redor do mundo atualmente. Mas não é a identidade que nos diferencia dos homens e sim o tipo de relação (materialmente violenta, que causa dor, angústia, medo, morte) que temos com eles. Não somente de forma individual mas de forma sistemática. Por exemplo, a Cultura do Estupro acontece sistematicamente porque sistematicamente homens estupram. Se as identidades forem modificadas, somente as identidades, ainda haverá o problema do estupro e do controle do útero.

É preciso um discurso mais radical, no sentido de ir à raiz do problema.

Sexo é hierarquia e as Teorias Queer escondem essa realidade, as teorias queer apagam a materialidade histórica dos corpos que Simone de Beauvoir categorizou como sendo os corpos do segundo sexo. Queer apaga sexo, apaga a vagina. Como o bom e velho falocentrismo freudiano que sim, é uma das fontes primárias do Queer. O Queer foca em identidade e performance e desfoca estupro, feminicídio, como qualquer boa teoria misógina.

Logo, esse “aprendizado” focado em identidade é distrativo, não educativo. Não deve entrar nas escolas. A necessidade educacional do momento é ensinar meninas a celebrar a menstruação, já que menstruar significa não estar grávida.

Educação sexual é o caminho.

E não existe educação sexual sem ciências biológicas, sem a distinção entre sistemas reprodutivos femininos e masculinos, os que engravidam, os que são engravidados, sem evidências científicas, sem falar a palavra “vagina”, sem debater estupro e pedofilia, sem empoderar os corpos das pessoas nascidas com vagina. A educação sexual deve ter um objetivo: empoderar meninas, apresentá-las ao mundo a partir de uma perspectiva realística, mostrar a elas que há muito mais amplitude na vida para além da maternidade e do casamento.

O método para aplicar a educação sexual é – pode muito bem ser – a celebração da fisiologia feminina. Mulheres celebrando seus corpos, ostentando-os naturais perante as meninas, celebrando o fato de não estarem grávidas, celebrando seus fluidos, seus odores naturais, seus pelos, seu próprio sangue, sua ligação com as águas e com a lua, suas quatro estações, essa coletividade possível.

Em um mundo onde a menstruação é nojenta sendo ela o sangue mais puro, aquele que seria a placenta – alimento do feto! -, a maternidade é uma obrigação. Crianças precisam aprender sobre sexualidade, é isso que pode fazer com que meninos parem de estuprar e meninas enfim sejam livres. Isso é o que podemos fazer até o aborto ser legal e acessível, ou seja, até que a sociedade reconheça a mulher como Sujeito de seu próprio corpo, não mera agente da passiva da língua do patriarca, a que é sempre fodida. Isso é o que podemos fazer para mostrarmos às mulheres que a maternidade não é desejável como parece e nem precisa ser obrigatoriamente destino de todas nós.

Que maternidade não é privilégio.

Que na verdade, o contrário é que é o certo. Maternidade, na sociedade patriarcal, é exploração. Não da mãe pela cria, mas da mulher pelo homem que a engravidou, da mulher pobre pela mulher rica que quer manter a pobre em seu devido lugar, lavando a louça da rica ou cuidando de seus filhos enquanto a madame faz dinheiro e se beneficia de seu status social academicamente, politicamente, profissionalmente, enquanto a pobre carrega os serviços domésticos nas costas, sozinha.

Meninas precisam saber o que é ser mãe no Brasil. Meninas precisam conseguir analisar a história das próprias mães, as próprias histórias, a própria fisiologia. Que o ECA, que mães ativistas pelos próprios direitos e pelos direitos de suas crias, que a sociedade inteira como responsável coletiva pelo bem-estar e desenvolvimento das crianças tomem ciência da importância de minha mensagem.

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4 Respostas para “As ideologias Queer são prejudiciais para as crianças”

  1. narawoods

    Eu fico surpresa quando ouço falar em ideologia queer, e principalente sendo esta baseada em preceitos da Psicanálise Freudiana. Sinceramente, não tem nemcomo levar a sério…

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    • milfwtf

      IGN, ela não existiria se Freud não tivesse aberto caminho e criado toda uma psicologia baseada no desejo sexual. A psicanálise de Freud se baseia na inveja que as mulheres têm do pênis (ou seja, apaga e nega a potência do útero), coloca o desejo feminino como um mistério insondável e indecifrável, afirma que bebês têm capacidade para objetificar a mãe transformando-a em seu objeto de desejo (mas bebês não desejam, eles necessitam, é diferente) e a cereja do bolo é a teoria do Complexo de Édipo que afirma que meninas desejam sexualmente os seus pais porque invejam deles o pênis e os querem para si (e isso embasa incesto institucionalmente, academicamente). O queer é a versão atualizada do que ele e Lacan nos deixou. As teorias queer defendem a aceitação das identidades sexuais divergentes (inclusive as parafílicas como zoofilia, necrofilia e pedofilia), e, ao mesmo tempo, demoniza os discursos lésbicos que denunciam o que veem, como por exemplo a ligação de pesquisas acadêmicas com base nas teorias queer que afirmam que incesto pode ser positivo para o vínculo entre pais e filhas. Quando você começa a pesquisar a fundo é assustador. Deparei com o ativismo queer e notei (e fui vítima de) um ódio escrachado da fisiologia sexual feminina. Depois fui pesquisando mais. Se você pesquisar a expressão crack queer aqui no meu blog você vai ter acesso a todos os posts de denúncia sobre isso.

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      • IGN

        Nossa,eu nem sei o que dizer O_O…eu jurava que teoria queer era somente mulheres vestindo terno e homens usando batom,que é o que as pesquisas google fornecem.
        Em termos de Brasil,esse ativismo é expressivo? Pergunto-lhe porque em nível de RJ,não há indícios ,nem de feminismo para falar a verdade.

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