Mãe. Inquieta. Lésbica. Foda-se. ▶ #Herstorytelling

Evitando birras*

– Diigi!
– Quê?
– Diigi mamãe!
– Filho não tô te entendendo.
– Diigi, diigi!
– Ah, dirige! Entendi! (lembrei que ele havia dito que a banheira de banho era um ônibus e associei)
– Diigi!
– Ai filho, a mamãe tá cansada!
– Não!
– Não porque não é o seu corpinho que vai arrastar a banheira pelo chão, é o meu corpinho!
– Raaaaá! Chorinho, frustrado.

Penso: em vez do não, uma negociação.

– Então vamos fazer o seguinte. A mamãe vai dar só uma voltinha. Uma só. Só uma. Uma. Entendeu? Uma. E depois vai parar.
– Uma? (sorriso largo)
– É, uma. E depois vai parar. Combinado?
– 😀

Dou a volta na mesa da cozinha, paro e olho pra ele, que me pergunta:

– Chega de novo?

A melhor maneira de se evitar as birras* é achar um meio termo entre as necessidades de cada um. 😉

*Eu não acredito em birras e sim em falhas de comunicação. O termo birra é culpabilizador, uma vez que quem tem a obrigação de entender é o adulto e não o bebê que acabou de começar a aprender a falar. O bebê está fazendo o que ele sabe, se comunicando sem palavras. Em outras palavras, "fazendo birra".

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