Mãe. Inquieta. Lésbica. Foda-se. ▶ #Herstorytelling

Que a língua não nos divida em classes, afinal, ela é a busca da racionalidade.

“Outro dia eu estava voltando do trabalho e vi um grupo de equinos e uma cena que me fez filosofar sobre algumas questões familiares. Um equino adulto, não sei se cavalo ou égua, bateu na pobre criança equina fazendo ela cair. E eu fiquei pensando naquela violência doméstica, naquela violência contra criança… O que nós, seres preocupados com o rompimento da violência, um grande mal da nossa espécie, diríamos para aquele cavalo? “Não precisa bater, basta conversar”? Eu não sei por que aquela criança apanhou, mas com certeza não dá para dizer para o cavalo investir antes no diálogo com a criança dele. E eu fico imaginando a linguagem tendo partido também daí, dessa inconformação em resolver as coisas na violência – física. Nem que se apele para a violência verbal, mas não a física, porque até mesmo crianças podem ter sofrido graves acidentes devido ao ato arcaico de agressão física.

Por sua vez, sendo por motivos biológicos ou não, considerando, ou não, que machos vivem brigando em todas as espécies, talvez essa incompetência dos machos humanos em saber se comunicar, essa cultura individualista de não gostar de ouvir, ler e essa falta de prática terapêutica em escrever, sejam os fatores que levam à humanidade e as sociedades humanas aos colapsos de guerras e conflitos. Enquanto nós mulheres desenvolvemos facilmente a habilidade da comunicação, seja por razões biológicas ou sociais, não importa muito nessa análise, e conseguimos comumente nos entender sem ter que lançar um míssel no território do outro.”

À margem do feminismo

Se tem uma característica que muitas vezes é vista como diferença marcante entre os dois sexos é a capacidade de comunicação. Mulheres seriam mais aptas, biologicamente, a se comunicarem do que os homens.

Essa diferença para mim realmente existe, ao menos em nossa sociedade ocidental, mas seria mais um dos produtos da distinta construção social que ambos sofrem, ou seja, a criação do gênero. Mas mesmo se fosse uma diferença biológica, seria uma vantagem e tanto oriunda da ausência do cromossomo Y em nossas células, pois, o que é a comunicação senão a busca pela racionalidade? E, sendo nosso cérebro um órgão plástico, que realmente vai sendo alterado pelas nossas diversas habilidades (praticar esportes, jogar xadrez, correr, subir montanhas, fazer caça-palavras, viver na miséria, viver no frio, viver na solidão ou numa família grande…), a habilidade e competência desenvolvida pela comunicação alteram nossas faculdades mentais e cognição. Costumo dizer que…

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