Mãe. Inquieta. Lésbica. Foda-se. ▶ #Herstorytelling

Por que estou processando minha advogada?

O erro da advogada que pegou o meu caso foi o de não levar em conta que eu fui vítima de violência doméstica e que o comportamento mentiroso da outra parte, me acusando de tentativa de enriquecimento ilícito com a maternidade, foi mais uma de suas violências psicológicas que me trouxeram muitos prejuízos emocionais. Ainda que ela esteja me defendendo e que sua defesa esteja surtindo efeito, a outra parte mente e eu não tenho o direito de que, nos autos, conste a totalidade dos fatos que me ocorreram desde a gravidez. Oras. Por que ocultar relatos tão importantes da história e a quem serve esse silenciamento? A mim é que não. A outra parte conta com um poder econômico que eu não tenho, com advogado que não somente compre seu caso, mas também minta para obter o que quer. E as mentiras por ele formuladas…ah…essas mentiras são um grande cliché social. Golpe da barriga, vingança feminina, impedimento de visitas. O próximo passo seria o quê? Alienação parental.

Se a advogada não percebe que ele passa dos limites para conseguir o que deseja e que se os seus movimentos não forem devidamente apontados, refletidos e julgados, eu percebo e luto por mim. Mas era o dever dela perceber, afinal eu contei. Era seu dever considerar importante a voz de uma vítima de violência doméstica. Era seu dever, pois ela teve o privilégio de estudar Direito e isso deveria obrigá-la a ter consciência da exploração das mulheres pelos homens. Exploração física, emocional, laboral, sexual, econômica. Eu não quero que ela se ferre, quero que trabalhe com mais consciência social para que as próximas mulheres não sejam silenciadas da forma que eu fui. Isso não pode acontecer. A violência que cometeram comigo foi repetida na delegacia, quando tiraram sarro da minha cara e ainda me fizeram sentir culpa por tentar incriminar um trabalhador cidadão do bem “só porque ele gritava comigo”. Ela se repetiu quando a advogada não levou as informações adiante, dentro do processo. E eu, como cansei de ser vítima, estou aqui pelo direito de rebater as mentiras e insinuações que constam nos autos. Afinal, essa é a minha vida, a minha história, e ela merece ser contada. Como a de todas as outras mulheres.

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