Mãe. Inquieta. Lésbica. Foda-se. ▶ #Herstorytelling

Romantismo é tática de guerra

Não apenas uma época ou estilo literário.

Ele foi um movimento “artístico” cuja finalidade implícita está mais do que explícita para mim. Por isso compus estes versos:

 

a língua da serpente

penetrou a mente

de eva

com a verdade

 

mente

quem conta

diferente

 

mentiroso foi

quem inventou

deus:

 

o primeiro

esquecimento compulsório

implantado

na História

antropomórfica

da humanidade

 

pai do Romantismo

 

inventado

para apagar da memória

o ginocídio

da consciência cultural

coletiva

 

crime passional

assunto tão banal

morre assim que acaba

o jornal

 

Romantismo

foi tática

de guerra

 

ponto final

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5 Respostas para “Romantismo é tática de guerra”

  1. milfwtf

    Comprar não, Keli, pode usar… Creative Commons das mina, eu considero assim tudo o que eu escrevo e publico na internet, só dar os créditos já está mais do que de bom tamanho. Seria mais um poema meu indo pra impressão, o terceiro. O primeiro foi num jornal no interior, o segundo foi num livro colaborativo e o terceiro seria no seu. Caraca… num gosto dessa palavra, mas que honra!

    Se tudo der certo o plano é: escrever um livro sobre a impossibilidade da arte estar a serviço da colonização, traçando um paralelo entre as ferramentas de dominação patriarcal e as épocas literárias, concluindo a forma com que a subjetividade humana e a materialidade decorrente foram sendo alteradas ao longo da história. Mas sem uso da análise acadêmica, discursiva, quero ser simples, escrever o que eu percebo em poucas palavras. Quanto menos, melhor.

    Curtido por 1 pessoa

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  2. Karen Philadelpho

    Ótimos seus versos! Tenho asco pelo romantismo, mesmo sendo impregnada de heteronormatividade e sucumbindo a várias manifestação que só me fragilizam e sei que, futuramente, pode ser usada contra mim.

    Pensar nessa estória de serpente, fruto e mulher fez surgir esse escrito meu:

    “Disseram-nos que fomos nós as culpadas pelos males do mundo. Disseram que a nossa rebeldia trouxe dor, sofrimento e angústia.

    Culparam-nos por um erro que não cometemos. Incumbiram-nos responsabilidade pelos atos de outros.

    Não foi a nossa voz, nossa vontade e nossas ações que, ao longo do tempo, fizeram-se presentes. Nós estávamos silenciadas. Calaram-nos para que suportássemos a culpa quietas.

    Agora, somos o fruto da indignação. Nossa força assusta e, certamente, não era isso que queriam.

    Neste momento, somos as serpentes com vontade própria, as comedoras do fruto proibido da sabedoria, a própria árvore de um novo despertar.”

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