Mãe. Inquieta. Lésbica. Foda-se. ▶ #Herstorytelling

A vida e a morte moram no meu útero

Sucesso não é estar viva, fracassar não é morrer, ter morrido e continuar vivendo é sobreviver. A consciência das sobreviventes vai além dos conceitos de fracasso e sucesso. Violentamente sobrevivemos porque reagimos à altura. Nos mantivemos vivas e isto é registro inalienável. Não queremos prêmios, entrevistas para um grande canal de TV, não queremos nada a não ser dignidade. Só o mais difícil. Não gostamos de termos sido forçadas à força, mas já que fomos, tomamos conhecimento dela. Sim, ainda tememos a morte. Mas não porque tememos o fracasso da ideia da imortalidade. E sim porque entendemos a história e sabemos que nossos corpos e vozes são os registros do hoje. Nossos corpos são as nossas próprias histórias. E ninguém pode nos tirar. Cada boca feminina fala por si e pela sua ancestralidade herdada do seio da mãe. Ou não herdada: interrompida. Por isso tememos a morte. Porque tememos perder a voz. Último castigo do colonizador.  E das colaboracionistas.

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

HTML básico é permitido. Seu endereço de e-mail não será publicado.

Assine este feed de comentários via RSS

%d blogueiros gostam disto: