Mãe. Inquieta. Lésbica. Foda-se. ▶ #Herstorytelling

Desistir também é resistir

Não debato mais feminismo na internet. Porque o que vejo são pessoas valorizando o passado em detrimento do presente, o que já se disse em detrimento do que está sendo dito, e essa discussão pra mim é infrutífera e pior: dolorida. Corre em círculos atrás do próprio rabo e me engole.

Quem busca por razão que se contente em disputar espaços discursivos. Eu não me contento com a razão, pois ela é linear (depende da linguagem) e hierárquica (a palavra das academicistas – logo brancas e classe-média) valem mais, portanto patriarcal e limitada.

Eu quero ir além. Não quero só razão. Quero emoção, intuição e abraço de corpo e de palavras. Minha sobrevivência em ser total e inteira depende também de confiança na entrega ao meu próprio coração, terra onde ninguém vai.

Reverencio as vozes de minhas ancestrais como reverencio as memórias doloridas que meu corpo guarda. Elas fazem parte do que sou, mas não me definem. Meu tempo é hoje. Meu corpo, instrumento de uma luta pelo amor entre irmãs primeiro e entre seres humanos depois e entre seres viventes mais adiante. Qualquer coisa menor do que isso não serve pra mim. Porque a poesia é sempre maior do que qualquer crítica. Maior que o poeta. Do tamanho exato de uma época.

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