Mãe. Inquieta. Lésbica. Foda-se. ▶ #Herstorytelling

Pedra no sapato de deus

Meu nome está manchado desde quando nasci. Uma mancha que me apagou de mim. A mancha é ser mulher. Mancha-gênero que me quer obrigar genérica. Mas não. Mas nunca. Minhas curvas não se curvam diante dos seus pés. Do meu sexo cuido eu. Sexo com cheiro, forma e pelos tão meus como qualquer outra parte do meu corpo. Com um ritmo próprio que manda às favas o som dos ponteiros do relógio. Com gosto bom de prazeres circulares. Leves e contínuos. Com sensações espiraladas que culminam no êxtase das respostas naturais do corpo. Corpo! A monotonia do corpo dançando sem criatividade desde o primeiro dia do calendário o fluxo da vida ordeira eu rejeitei de berço. Corpo não mente. Nasci pra pra me vingar da Inquisição do hoje. Meu tempo é caos. Meu sexo é caos. Meu sexo é meu templo. Escapa à tua vontade de comando. Meu nome, manche-o. Meu nome não sou eu. Ele me pertence, mas eu não pertenço nem a ele, nem a ninguém. Meu amor por mim é a minha mais verdadeira expressão de liberdade. Amo minha existência de mulher. Sou a pedra sem nome no sapato de deus.

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