Mãe. Inquieta. Lésbica. Foda-se. ▶ #Herstorytelling

Como o Feminismo me ajudou a desconstruir o Espiritismo de Kardec

Eu me recordo dos meus primeiros interesses em relação a deus, ao invisível. Em casa, guardados num armário velho, alguns livretos católicos de prece, de yoga, de piadas e de mulher pelada. Interessadíssima em ler desde sempre, eu folheava todos. A minha primeira lembrança do contato com o conceito de deus vem das minhas questões a respeito daquele livreto de preces. Minha mãe explicou para mim o que era deus: um papai do céu. E eu, pequena, antropomorfizei a figura divina a partir daí. Ela, filha desgarrada de católicas fervorosas, se tornou espírita quando a vizinha, dona Netinha, uma senhora muito doce, me curou de uma virose com benzedeira. Foi com essa senhora que ela começou a frequentar os centros espíritas, e foi lá que eu aprendi que o silêncio é uma prece, com um poster do Allan Kardec em cima do tablado e essa frase ao lado. Minha mãe levava papéis para que eu desenhasse e assim eu não interromperia seu aprendizado. Às vezes ela me deixava na salinha de evangelização de crianças, onde aprendíamos sobre deus, sobre sermos bonzinhos, sobre jesus e sobre o mundo dos espíritos.

Apesar de a minha família não ser especialmente religiosa e de não terem me obrigado a fazer crisma, eu tinha de rezar à noite. Decorei o Pai Nosso e a Ave Maria para isso, e após a reza, eu deveria agradecer pela minha comida, pela minha vida e também pedir pros bons espíritos deixarem O Mal do portão pra fora de casa. O Mal. Eu morria de medo dO Mal. Dos espíritos ruins. Assistindo ao Ghost, vi a representação dO Mal naqueles espíritos opacos que buscaram o amigo do protagonista por ele ter enganado a viúva para tentar ficar com o dinheiro que ela havia recebido pela morte de seu marido. No filme, aprendi que os espíritos podem se manifestar no plano físico, o que o protagonista aprendeu com aquele espírito que assombrava a estação de Metrô chutando latinhas de refrigerante e movendo moedas. Isso me aterrorizou demais. Passei a viver com medo dos objetos ao meu redor. Ganhei um pássaro todo articulado de madeira que se mexia à menor brisa, e meu pai instalou o pássaro em cima da minha cama. Resultado: toda vez em que eu rezava pedindo pros bons espíritos deixarem O Mal do portão pra fora de casa, eu desconfiava da capacidade de eles me protegerem e encarava o pássaro em intensa aflição. Eu achava que, por não ser uma boa menina, merecia ser castigada pelo papai do céu, do mesmo jeito que eu era castigada pelo papai e mamãe da terra. Meus pais nunca disseram isso pra mim, nunca me ensinaram a temer monstros, o escuro, deus ou os espíritos ruins. Nunca me chantagearam com a desculpa de que o bicho-papão viria me buscar. Mas eles me ensinaram a temer o castigo e as surras, e a achar que eu as merecia por não ser uma boa menina. E a mensagem aprendida no Ghost era clara: pessoas ruins mereciam ser assombradas e levadas embora com O Mal. O pássaro me atormentava, me causava um grande mal-estar. Toda noite. Mas eu não contei ao meu pai por pena de magoá-lo com a rejeição de um presente dado com tanto carinho.

Eu não queria ser uma menina má. Quando me sentia amada, me sentia uma boa menina. Quando era castigada ou surrada, me sentia uma criança desprezível. Eu desejava ser mais amada e não sabia que tinha esse direito. Pra mim, ser surrada e castigada era normal. Pra mim, eu é que era uma criança ruim. E não bastava temer meus pais. Era preciso também temer o invisível. O Mal. O que significava ser uma menina má? Comportamentos tais como não ter uma caligrafia bonita e caprichosa (ou seja, feminina), ser caótica com a organização dos meus objetos a ponto de esquecê-los ou perdê-los, ser reflexiva, introspectiva, e transparecer “ser lerda” (minha mãe gostava de me chamar de tartaruga e dizer que se me colocassem pra tomar conta de uma a tartaruga fugiria), ser distraída e, algumas vezes, questionadora. Conforme eu ia crescendo, outros parâmetros iam sendo incorporados em minha maldade infantil: experimentar a minha (bis)sexualidade, tirar notas abaixo de 7,0, ser impaciente com o meu irmão que destruía tudo o que era meu, ter segredos com minhas amigas e questionar por que eu tinha que, sozinha, arrumar a cozinha após as refeições de domingo enquanto meus pais descansavam na sala. Era por causa dessas coisas que eu era punida e apanhava. Era por, simplesmente, ser criança.

Aprendi então a me esconder. O silêncio e as omissões eram aliados. Não deixava de ser uma “menina má” por medo da punição. Óbvio que não, porque ser uma “menina má” era sinônimo de “ser criança”, o que eu não estava a fim de deixar de ser e mesmo se estivesse, não teria essa opção à mão. Sagacidade e criatividade para escapar dos castigos e surras não me faltavam, e a cada vez que minhas mentiras me salvavam das cintadas e chineladas, eu tinha a certeza de que seria assim pra sempre. Eu viveria escondida dentro de mim, mas não deixaria de viver. Era dentro de mim, porém, que morava o pavor dos espíritos ruins. Ia aprendendo cada vez mais sobre o espiritismo kardecista e os medos iam se tornando cada vez mais requintados. Agora eu tinha medo de ser usada pelos espíritos obssessores para fazer o mal. E se eu escapava dos castigos físicos e emocionais dos meus pais, do medo dO Mal não havia escapatória. Os espíritos estavam me vigiando por toda a parte, o que fugia do olhar dos meus pais, era sempre flagrado pelos vigilantes espirituais. O sexo para mim era um tormento. Como eu poderia fazer sexo em paz imaginando que a minha avó podia estar me assistindo e me reprovando?

Mesmo me escondendo, nunca deixei de buscar a aprovação de minha mãe e do meu pai. Eu tinha a sorte de gostar de estudar e usava isso como meio de ser amada. Minhas notas eram geralmente muito boas sem tanto esforço, eu prestava atenção e aprendia. Menos matemática, pois os números eram algo muito abstrato pra mim. Mas o que envolvia conceitos e palavras eram muito bem assimilados e eu era elogiada na escola por isso. Só que, é claro, não me bastava ter pelo menos parte de mim aceita. Eu queria ser vista como uma boa menina também pelos bons espíritos, e resolvi estudar a doutrina para isso. A Mocidade, curso evangelizador voltado aos adolescentes, era pouco pra mim. Aos 15 anos, quis estudar como gente grande. Fui aceita na turma, assimilava muito bem tudo o que eu aprendia, mas meus questionamentos eram ignorados. Eu começava a ter experiências mediúnicas e estava sozinha com elas. O doutrinador me calava com palavras doces e calmas, e eu ficava sempre sem as respostas que procurava. Ao me envolver com trabalhos de caridade, percebi que aquela instituição se preocupava mais em manter a imagem de prestadora espiritual caridosa do que com a caridade em si. O projeto da sopa aos moradores de rua ia muito bem e nós queríamos ampliá-lo. Porém fomos barrados. Queríamos mais do que dar a sopa. Queríamos ajudá-los a fazer seus documentos, contactar suas famílias, disponibilizar um banheiro para que eles tomassem banho. Mas isso causaria “problemas”, daria muito trabalho. A caridade era apenas um cosmético institucional. Foi então que me desvinculei do grupo e passei a questionar a doutrina kardecista.

Individualmente, usava o google para pesquisar sobre espiritualidade e me metia em brincadeiras como a da caneta e do copo. A curiosidade era sempre maior do que o medo. O Evangelho dizia que os espíritos só poderiam ser evocados em reuniões sérias, com o propósito do bem e não de mera curiosidade. A curiosidade fazia de mim uma “menina má”. A essa altura, eu já havia me acostumado com isso. Sozinha no quarto, me concentrava com uma caneta na mão e esperava a minha mão se mover sozinha. E ela se movia. Eu não tenho explicações para isso, o fato é que eu fechava os olhos com muito medo e deixava a caneta tomar seu rumo, e hora tentava evitar saber o que estava sendo escrito para ter a certeza de que não estava me autoenganando, hora sabendo o que seria escrito. Eu tinha certeza de que eu estava psicografando palavras de espíritos ruins. Se a curiosidade não podia ser encarada como algo sério e se quem não tinha propósitos sérios ficava a mercê dos maus espíritos, aquilo só podia ser O Mal se comunicando comigo. Deixei pra lá a caneta e comecei a pesquisar viagens astrais. Desejava a experiência de sair do corpo. Anotei métodos, tentei, e nada. Até o dia em que eu fiquei bêbada pela primeira vez. Capotei na cama e tive um “sonho” muito esquisito, e eu sabia que estava sonhando. Era uma clínica de aborto. Eu fui obrigada a assistir a um aborto e gritava por socorro porque aquilo era o fim pra mim. Acordei chorando desesperadamente. Houve outros sonhos lúcidos, experiências com paralisia do sono e visões. Depois que vim pra São Paulo me distanciei de tudo isso.

Vim pra São Paulo para ganhar dinheiro e o respeito dos meus pais e para ficar longe deles também. Foi quando matei deus. Racionalmente, digo, porque a morte dele começou lá atrás, com a decepção que tive na instituição kardecista em que estudei por quase 4 anos, e só terminou após eu conhecer o feminismo e entender o quanto a moral religiosa controla silenciosa e violentamente a vida das mulheres na base do medo e da culpa. Mas a morte de deus não significou o apagamento de minhas experiências individuais com a espiritualidade. Eu sei muito bem o que eu passei, vi, ouvi e senti. Pensei em uma teoria e me espantei comigo mesma ao dizer mentalmente que o Kardecismo era um atraso, uma seita composta por pessoas egocêntricas que vivem do senso de superioridade. Como é que eu ousava criticar assim algo construído e seguido por tanta gente “do bem”? Por muito tempo me culpei por causa dessa teoria e a escondi do mundo. Mas hoje entendo que eu não estava errada. Nos centros, é ensinado que o espiritismo é o Espírito da Verdade, uma revelação divina. E então a verdade revelada está nas mãos dos espíritas, que fingem humildade ao pregar que devemos ser indulgentes com aqueles que não têm acesso à verdade. Cegos, não veem quanta arrogância existe em acharem que a verdade é uma só. E vaidosos por possuírem as verdadeiras respostas, se fecham às críticas. Qualquer um que critique é digno da indulgência por ser ignorante. Eu, particularmente, tenho muitas críticas. Fruto não só das minhas experiências particulares, mas também de pesquisas. No Livro dos Espíritos, está escrito que a mulher deve cuidar do lar e o homem dos serviços de fora da casa. Allan Kardec era filiado a um centro de estudos de frenologia, pra quem não sabe, a frenologia é uma pseudociência cujo objetivo era comprovar a supremacia da inteligência do homem branco sobre o homem negro por meio de comparações cranianas. Por que os bons espíritos escolheram um cara racista pra decodificar a doutrina, se na época já existiam muitas pessoas que defendiam a igualdade entre as etinias? Só eu acho isso estranho?

Concluo ainda muito pouco de toda essa reflexão. Na minha opinião, posso estar errada, a consciência não morre com o corpo. E isso não precisa significar necessariamente que a consciência reencarnará em outro corpo. A consciência é o que constrói o mundo por meio da herança cultural. O espiritismo kardecista não é o dono da verdade. Nenhuma religião é. Nenhuma instituição é. Todas elas cooptaram a fé para seus próprios interesses políticos de dominação por meio da moral que nega o corpo como instrumento de autoconhecimento. Uma moral que condena, portanto, a sexualidade, especialmente da mulher, porque a maioia dos úteros estão no corpo da mulher. Controlar a sexualidade das pessoas que possuem um útero é controlar a humanidade inteira. A religião é a domesticação da mulher por meio do medo. A fé, porém, vai além das instituições religiosas. Não há revelações verdadeiras, senão aquelas que têm origem no indivíduo.

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56 Respostas para “Como o Feminismo me ajudou a desconstruir o Espiritismo de Kardec”

  1. Lola Rodrigues

    Cara, me identifiquei muito com o texto da desconstrução de sua mãe e estou neste processo também desde que participei da Palestra da Laura Gutman – “O poder do discurso materno”… Sei que não é nada fácil trabalhar todo esses sentimentos dentro nós.
    Ainda não tenho uma religião definida, fiz dois anos de catecismo, com uma catequista burra (desculpe o termo), um padre grosso e nojento que xingava e humilhava as crianças, e claro, minhas perguntas sem respostas. Fiz a 1ª comunhão aos 10 anos e nunca mais voltei para a igreja! haha
    Hoje com 26 anos estou tentando criar algo meu, minha família toda é espírita e vira e mexe leio alguns livros frequento algumas palestras, mas não me intitulo por que não concordo com várias coisas. (Principalmente sobre homossexualidade.)
    Nos últimos tempos eu andei me perguntando se nasci negra por alguma expiação tendo que passar por determinadas situações pelas quais pessoas “brancas” não passam… Seguindo este raciocínio o resultado seria algo como: Quanto mais branco menos provações, logo quando todos fossem evoluídos, todos seriam brancos!
    Não fazia ideia que Kardec participava desses lances de frenologia e nem de que ele teria uma teoria da beleza, que é exatamente isso que eu acabei de pensar! Assustei muito! Depois de ler seu post, fui dar um google e achei esse texto que apesar de escrito por um espírita, me parece bem coerente: (http://espiritismocomprofundidade.blogspot.com.br/2012/04/kardec-errou.html) Ele também cita algo sobre o machismo e a atitude reacionária de Kardec, mas como não se aprofunda, eu vou pesquisar mais um pouco em outras fontes.
    Adoro ler coisas que abrem minha mente, estou tentando ao máximo sair da superficialidade das coisas. E assim amadurecer e fortalecer essa fé que seja só minha. Só vou conseguir isso com conhecimento. Muito conhecimento. O feminismo está me ajudando muito nisso.
    Obrigada!

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    • milfwtf

      Lola, estamos juntas! Eu sou sempre muito mal interpretada quando debato essa questão, minhas críticas são lidas (por pessoas religiosas) como se eu estivesse questionando a fé. De jeito nenhum eu questiono a fé porque eu a sinto! Fé é inquestionável. É um sentimento de conexão com o mundo! Agora os dogmas não. Os dogmas são a cooptação da fé por instituições com interesses políticos e é isso o que percebi que nos atrasa a vida.

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      • marigranja

        Cara, isso que você está dizendo é um completo absurdo! É óbvio que ninguém é superior por ser branco, pelo amor de Deus! Ser negro hoje pode ser uma provação ou uma expiação, por causa do preconceito, mas isso de forma alguma significa que quem é branco tem menos comprometimento espiritual. Sofrer preconceito racial é apenas UM tipo de prova. Há pessoas brancas que têm doenças, problemas familiares e financeiros, que perdem filhos em tenra idade, que sofrem outros tipos de preconceito etc. Ninguém é melhor ou pior pela cor da pele.
        Quanto à homossexualidade, não há nada nas obras espíritas que a coloque como algo errado. Os expositores que a colocam dessa forma estão se baseando nas concepções atrasadas deles mesmos. Sugiro que você leia o livro “A homossexualidade sob a ótica do espírito imortal”. É muito bom.

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      • milfwtf

        Ser negro não é uma provação ou expiação, agora quem está sendo racista é você. Que absurdo o que você está falando. Você já está presumindo que “ser negro” é algo ruim quando quem fez a negritude parecer ruim foi o a supremacia bramca, a “fraternidade branca”. Você só comprova a minha tese de que os kardecistas brancos e brancas mais fervorosos são os mais racistas, do tipo de racista que não admite o próprio racismo e que, portanto, caga e anda para desconstruir a própria parte racista. O que, pelo princípio da caridade, olhando a miséria a nossa volta, uma miséria que é inteiramente culpa de pessoas brancas como você e eu, desconstruir racismo deveria ser a primeira coisa que nós brancas deveríamos fazer se quisermos realmente “ajudar o próximo”. Quando você afirma que ser negro é prova ou expiação você parte do princípio de que negro é uma raça (não é raça, é etinia) inferior. Kardec escreveu em uma revista espirita francesa sobre a perfectibilidade da raça negra e afirmou que espíritos que encarnam em pessoas negras são “atrasadas” na escala da evolução. Portanto, ele, branco, se acha sim superior às pessoas negras, tal como você, que afirma que a negritude é uma prova ou uma expiação. Como se a negritude fosse um castigo de deus. Todos os negros e negras têm todo o direito de nos odiar por causa da existência de pensamentos iguais ao seu.

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      • marigranja

        Logo se percebe que você nem sabe interpretar texto nem tem equilíbrio emocional para discutir de forma saudável. Eu disse que ser negro PODE SER (não que obrigatoriamente é) uma provação ou uma expiação e você automaticamente me acusou de ser racista. Não, eu não sou racista, e isso ficou claro na forma como expressei meu pensamento. O que eu quis dizer é que ser negro pode ser prova ou expiação por causa do preconceito e da desigualdade sofridas. O mesmo vale para qualquer pessoa que esteja num grupo que sofre opressão. Isso não significa, de forma alguma, que um branco seja superior. Ele pode ser mais comprometido que um negro e ter provações bem piores, aliás. Mas se você quer continuar achando que sou racista por ter essa crença, vá em frente. Só me restará lamentar pela sua mente pequena.

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      • milfwtf

        É verdade, senhora soberana da razão: já posso rasgar meu diploma de professora de língua portuguesa porque uma espírita kardecista suuuuper caridosa diz que eu “não sei nem interpretar textos” só porque não quer admitir quão racista é ao afirmar que negritude pode ser um castigo de deus, o que vocês chamam de prova ou expiação. Parabéns por toda a sua hipocrisia religiosa. O espiritismo kardecista te faz bem porque ele renova esse seu sentimento de superioridade, querida. Lamento muito por você, pois está passando a maior vergonha no meu blog me dizendo que eu não sei nem interpretar textos. É bem assim do seu jeitinho que kardecista faz quando lida com opiniões alheias. Com ignorância, tentando fazer com que a discordância pareça ser fruto da inferioridade do interlocutor e não um fruto de uma tentativa de dominação mental que tem funcionado muito bem pra você. Fala mais, você e o seu discurso de superioridade se tornaram uma ótima ferramenta didática perante outras leitoras. Quanto mais você se expressar com esse senso de superioridade, mais bem exemplificado estará tudo o que eu disse no meu post. Muito grata pela sua honestidade crua e pelo didatismo.

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      • marigranja

        Se você mostrasse nossa discussão a qualquer pessoa minimamente sensata, ela diria que quem está sendo arrogante e intolerante é você, e não eu. Eu nem de longe sou perfeita, mas racista eu sei que não sou. Eu também não disse que ser negro é castigo de Deus. Se você entendeu isso dessa forma, realmente não entende bem o que lê, independentemente de ser graduada em Letras. Em nossa breve discussão, já ficou claro que você é cheia de amargores e incapaz de discutir ideias de uma forma saudável e respeitosa. Só espero que um dia você entenda que seu real problema não é com religião nenhuma nem com a postura de nenhum religioso. Toda essa sua raiva vem de você mesma.

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      • milfwtf

        Vai, continua me chamando de incapaz. Você é 100% espírita kardecista mesmo. Incapaz de admitir erros e rever posturas. Em nenhum momento eu precisei apelar por argumentos ad hominem pra continuar a discussão. Você me ataca mas o seu ataque passa direto, minha autoestoma é inabalável. Principalmente no que concerne escrita, leitura, etc e tal. Tenta abalar a autoestima de outra. Aqui você não vai conseguir nada.

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      • milfwtf

        Ah e eu não preciso mostrar a discussão pra ninguém, as pessoas vêm até mim no meu blog do mesmo jeito que você veio. E como você pode observar pelos demais comentários… eu não estou sozinha com as minhas indagações. Agora vá dormir tranquila jurando que achar que negritude tem a ver com provas e expiações não tem nada de racista e se negando a fazer o que você realmente deveria estar fazendo se acredita em algo parecido com “caridade” ou “amor ao próximo”. Todas as opiniões que você deu aqui não foram sobre as minhas ideias e sim sobre a minha pessoa. Não é nada cristão fazer isso, hein, moça.

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      • marigranja

        Você me acusou de ser racista porque eu disse que sofrer preconceito racial (ou qualquer outro) PODE SER (não que sempre é) uma provação/expiação. Você disse que não questiono as coisas, que não estudo, que tenho idolatria por Kardec só porque discordei da sua opinião. Questionou meu caráter e foi mal educada e grosseira desde o princípio. Aí quando eu digo que sua interpretação de texto não é boa por ter deturpado totalmente o que eu disse, você se ofende mortalmente (porque atingi seu orgulho). Quem começou me atacando foi você. Eu sinceramente não sei por que você tem um blog se não sabe lidar com ideias contrárias. Mas pra mim já chega dessa discussão. Se você quer continuar com essa raiva sem sentido do Espiritismo ou de quem quer que seja e com essa intransigência, vá em frente.

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      • milfwtf

        O teu pensamento é racista sim. Kardec era racista sim. Um branco da classe média-alta francesa com interesses políticos por trás da religião, que era apenas pedagogo mas os kardecistas dão a ele uma aura acadêmica, científica, como se espiritismo kardecista se tratasse mesmo de evidências científicas. O espiritismo de kardec é tão colonizador como qualquer outra teoria importada da Europa. E aí eu coloco no mesmo patamar que o espiritismo kardecista o movimento modernista de arte, que, oras, também foi colonizador a despeito da tentativa de Oswald de Andrade dar a entender que o maior ato revolucionário que um ser humano poderia cometer é a antropofagia. Eu sou crítica de arte e e da história, portanto, sim, aponto racismo nos discursos. Você veio até o meu espaço de crítica porque se sentiu pessoalmente ofendida por eu falar a verdade: Kardec era racista, associado a frenologia, Divaldo Pereira Franco chamou o Preto Velho de atrasado, Chico Xavier apoiou a ditadura militar e pra qualquer coisa que você queira saber há provas, registros históricos, verificáveis por qualquer indivíduo com acesso a internet. E eu “não sei interpretar”, “nem tenho equilíbrio emocional” para argumentar, mas até agora eu não te ataquei moralmente, isso é o que você, “alma caridosa”, espírita kardecista iluminada, está fazendo comigo. Acho que você precisa fazer o evangelho semanal com mais coração, tá faltando.

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    • Ruana Bandeira

      Penso assim, se tudo se resumir a existencia atual é tudo estranho, mas se fossemos pensar que existe outras existencias ai fica mais fácil entender. Eu presto a atenção nas pessoas a minha volta. Tenho uma tia que é obesa, ficou cega de um olho, mas ela meio que se acha superior em tudo. Eu descobri que na vida passada ela foi uma mulher muito rica e bonita, mas quando encontrava mulheres mais bonitas que ela, mandava furar os olhos dessas mulheres. Ela nem tem conhecimento disso, mas eu vi que isso explicava muita coisa. Minha mãe é negra, sofre preconceito, mas não pode ver um negro na rua que sai correndo achando que é um ladrão, e eu só analisando. Eu na minha infancia lembrei da minha existencia anterior, eu era homem e bem escroto por sinal, tanto que com uns 3 anos na escola eu agarrava as meninas e fazia coisa que eu nunca tinha visto na vida. Ai nessa vida eu sofri um estupro, claro que tomei as medidas e tal, mas eu consegui compreender na pele o que é ser mulher, coisa que eu não sabia. Meu pai é machista, falar, conversar nã muda, e eu penso que ele só poderá compreender de fato na pele de uma mulher. Mas ser negro nem sempre é provação. Tem um espirito que sou muito fã chamado josé grosso. Ele em umas de suas existencias tinha nascido na europa, tinha sido um homem muito poderoso, mas não era ruim. Na sua existencia seguinte ele pediu pra nascer no nordeste, na seca. Passou fome, viu sua familia morrer, e então ele resolveu entrar no grupo de Lampião, mas quando viu as atrocidades, ele saiu do grupo e começou a ir nas cidades antes de Lampião e avisar pra tirarem as crianças e as mulheres( que eram estupradas e mortas), e que os homens se armassem e enfrentasse o grupo. Lampião descobriu e furou os olhos de José Grosso com ferro em brasa, e assim ele desencarnou. Até hoje ele aparece em espirito na forma de sua ultima existencia e com os olhos furados, e quando perguntam o pq, ele diz que é pelo fato de que essa foi a existencia que ele mais aprendeu e que não queria nunca esquecer isso da sua vida. Ele já me ajudou uma vez quando eu tava com colica, no banheiro sozinha, eu nem tinha pensado em pedir ajuda, nem nada, só pensava no quanto tava doendo, ele veio na hora e colocou a mão na minha cabeça e aliviou. Então se a gente for pensar na pluraridade das existencias, alguns espiritos só compreendem passando por situações no qual fizeram na vida passada, ou o proprio espirito escolhe pra sentir como é. Acho que só assim se tem uma evolução. Agora quanto se sentirem superiores, isso me dá raiva, tanto que na minha cidade os jovens tão enfrentando isso, e batendo de frente. Tudo o que a gente quer fazer, não pode, mas nem por isso a gente deixa de fazer, os mais velhos estão pirando com a gente! Rsrs

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  2. Nayra Brighi

    “Pensei em uma teoria e me espantei comigo mesma ao dizer mentalmente que o Kardecismo era um atraso, uma seita composta por pessoas egocêntricas que vivem do senso de superioridade. ”
    É simplesmente genial essa faceta da religião! Você questionar ou discordar de uma instituição selecionada pelo plano superior pra transmitir “a verdade”, ou seja, criticar “O Bem”, te coloca instantaneamente do lado “dO Mal”.
    Mas é confiando na emancipação do que está aqui, encarnado em forma de cérebro ou consciência, que chegaremos mais perto do que é ser livre para evoluir…

    Parabéns pelo texto! Você descreve muito bem os conflitos da mulherada de hoje. Eu sempre me espanto com a semelhança dos relatos!

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  3. missmoura

    Respeito a opinião e a experiência de cada um em relação às suas afinidades e interesses religiosos e venho prestar a minha acerca do espiritismo.
    Eu vejo Kardec como um pesquisador, um acadêmico, um homem comum como qualquer outro que tinha suas opiniões políticas e culturais em conjuntura com a época que viveu. Kardec não é visto como Santo e a “religião” kardecista não cultua líderes – pelo menos, nos locais que frequentei dos 10 aos 20 anos.

    Portanto, como mulher, como negra e com o coração kardecista (baseado na afinidade que tenho com a crença), entendo perfeitamente que kardec, Frei Luiz, Chico Xavier ou qualquer outro ser humano aqui encarnado possa ter cometido uma série de erros os julgamentos errados. Nem Jesus escapou disso. Hoje, meu coração está muito mais ligado á energia que move o universo, a qual chamo de vez em quando de Deus.

    A religião é útil de acordo com as necessidades de cada um. É uma ferramenta, que pode ser utilizada conforme os interesses de cada – organizadores de espaços ou fiéis / participantes. Acho que o importante nisso tudo é a mensagem do bem, da caridade, de fazer sua parte, de ajudar a evolução desse espaço que compartilhamos (que é muito maior do que uma pessoa, imagem ou líder). E isso, a gente encontra de formas diferentes em religiões diversas. O Kardecismo não é “a verdade”. Ele é só uma das inúmeras mensagens sobre a vida e sobre nós mesmo.

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    • milfwtf

      Paty, que surpresa boa você comentando aqui! Também acho que Kardec não era santo. Mas eu não analisei sob o prisma da santidade. Eu não exijo santidade de ninguém. Sequer acredito que a santidade exista. A proposta é refletir nas similaridades políticas entre as religiões. Se a gente for estudar, vai perceber que todas têm a mesma visão (machista) sobre a mulher e (racista) sobre os negros. No espiritismo de kardec a gente percebe o racismo num texto sobre a perfectibilidade da raça negra, o discurso dele nos leva a crer que os negros são primitivos (!) e o machismo a gente encontra no texto igualdade entre os sexos, onde diz que a mulher é pra serviços domésticos e o homem é pra vida pública. Eu estou longe de me desapontar com Kardec por ele não ser santo. Eu desconfio é de uma doutrina que tenha bases políticas machistas e racistas, e não compreendo como os espíritos superiores, sabendo da verdade, não corrigiram Kardec. Ou será que eles não eram tão superiores assim?

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  4. Nana

    Flor, o conceito de Frenologia não é esse. Dá uma lida. O que acontece é que foi usado algumas vezes pra se passar esta ideia racista. Também não acho legal repetirmos certas mentiras. Não justifica, ok?

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  5. Fabiana Yuri

    Concordo. Você está certa ao não se dizer dona da verdade e ao expor suas críticas sinceras, penso que isso é possuir um tipo de conhecimento válido(aquele que pode ser criticado e sujeito à mudanças caso seja observado falhas).
    Ainda que eu acredite na verdade, longe das pessoas que acham que a verdade é algo abstrato, subjetivo e relativo, não penso que ela é percebida em sua totalidade(claro, né) e nem da mesma forma(percepção é realmente relativa). Ninguém pode ser dono da verdade, ela está para todos mas nem sempre é tangível(isso o que eu penso). Da mesma forma que se organiza a divisão de terras, ninguém é dono delas de fato, apenas dizem que são.
    No ponto de Allan Kardec, que encaro como sendo complicado condená-lo pelo seu racismo, misoginia, entre outras coisas que não sei muito bem(talvez um fascismo?) por causa da sua condição(família, religião, educação) e sua época, vejo que ele causou uma revolução da religiosidade, de uma forma ou de outra, por buscar uma doutrina mais questionável da vida espiritual e também menos maniqueísta(!). Isso se comparado ao catolicismo ou protestantismo ortodoxo. Porém, tal melhoramento não isenta dos kardecistas reconhecerem seus erros, seria contra a própria doutrina de evolução(não é?) e se igualaria às doutrinas dogmáticas. Agora que cheguei a esse ponto, percebo que talvez o problema não deva ser atribuído à doutrina em si, mas às falhas dos humanos que buscam doutrinar os outros com sua arrogância e hipocrisia(que, venhamos e convenhamos, toda religião possui alguém do tipo). Admirável seu blog ^^

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  6. Thais

    Gostei de ler isto. Entrei em contato com a doutrina espírita por meio de um ex que namorei por muitos anos. No início fui arrebatada pelas ideias de caridade, evolução e igualdade usadas para “vender” o espiritismo. Interessada, pesquisava e me satisfazia com as respostas espíritas para minhas perguntas iniciais. No entanto, depois de iniciar a faculdade, entrei em contato mais profundo com outras ideias que me fizeram questionar muitas das “verdades absolutas” da DE e do Cristianismo. Antes, ainda que questionasse, por não ter bom embasamento argumentativo, era facilmente silenciada pelos homens espíritas feito Divaldo Franco, Chico Xavier, Emanuel e outros os quais buscava para esclarecimento. Era, sobretudo, ensinada pelo meu namorado a não questionar oq não estava respondido, pq se não estava respondido, era pq os espiritos não viam em nós a capacidade de entender ainda. Conforme as duvidas foram se tornando mais persistentes, e as respostas espíritas menos consistentes, fui enxergando meu namorado como era: conservador, machista e alienado. Claro que, assim como minha família crente acha que sou afasta da de Deus por não aceitar as crenças deles, meu ex começou a acusar-me de estar dando espaço ao maus espíritos e estar sendo obcediada. O absurdo de tais afirmações começaram a me irritar. O espiritismo e seus homens começaram a me irritar. As incoerências dos espíritas começaram a me irritar. O espiritismo tornou-se pequeno demais e, se a religião de cada um está em conformidade com a evolução de cada um, o espiritismo já não estava mais em conformidade com minha capacidade de entender e questionar o mundo. Ficou pra trás. Para mim é só mais uma religião querendo o posto de “mais atual”. Aprendi muitas coisas com minha família cristã e com o espiritismo. Uma das melhores é que não devo mais procurar uma filosofia que se enquadre comigo. O feminismo é igualmente frustrante e está repleto de bobagens e absurdos. Minha decepção com o meio espírita me ensinou a pegar oq é bom e jogar fora oq não presta. Tenho feito isso desde então, parando de segurar bandeiras e propagandear nomes. Agora propagandeio MINHAS ideias e meus ideais, se eles coincidem ou não com qualquer outra ideologia, pouco mais isso me importa.

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  7. marigranja

    Bem, eu não concordo com esse texto. Sou espírita há muitos anos, estudo a doutrina profundamente e não vejo sentido nessa sua colocação de que a mulher é vista como inferior ao homem pelos espíritos superiores. Ora, se espíritos não têm sexo, como que a teoria de que um sexo é superior ao outro pode ser sustentada numa visão espiritual? Isso não faz sentido. O machismo foi uma coisa criada pelos seres humanos, que são imperfeitos. O Livro dos Espíritos diz que homens e mulheres são iguais em direitos e não em funções, não que a mulher deve ficar em casa e o homem na rua. Essa foi uma conclusão que você, equivocadamente, tirou.
    Homens e mulheres realmente não são iguais. A Ciência já mostra que nossas mentes funcionam de formas diferentes em muitos aspectos, e não é só por questões culturais. Existe também um componente biológico. Mesmo que um homem e uma mulher assumam uma mesma atividade, eles vão fazê-la de formas diferentes. Sem contar também com a questão da maternidade e da paternidade, em que as funções de cada um são diferentes.
    Sobre o racismo, espírito não tem raça, então mais uma vez sua colocação não faz sentido. Isso é algo criado pelos seres humanos. À medida que nós evoluirmos, isso deixará de existir.
    Concordo que existe muita gente prepotente e metida a perfeita no Espiritismo, mas isso existe em todo lugar, inclusive no Feminismo. Não é coerente desmerecer todo um movimento por causa de algumas pessoas. E outra: O comportamento fanático e conservador dos seus pais tem nada a ver com o Espiritismo. Você não é obrigada a acreditar em nada, mas a gente tem que ter coerência pra criticar o que quer que seja.
    Ps: Quanto a Kardec, eu nunca soube de ele ter participado de grupos racistas, mas se ele participou, tenha em mente que ele não era um espírito de luz. Ele era um intelectual da época que serviu de instrumento para a decodificação da doutrina espírita.

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  8. marigranja

    Bem, eu não concordo com esse texto. Sou espírita há muitos anos, estudo a doutrina profundamente e não vejo sentido nessa sua colocação de que a mulher é vista como inferior ao homem pelos espíritos superiores. Ora, se espíritos não têm sexo, como que a teoria de que um sexo é superior ao outro pode ser sustentada numa visão espiritual? Isso não faz sentido. O machismo foi uma coisa criada pelos seres humanos, que são imperfeitos. O Livro dos Espíritos diz que homens e mulheres são iguais em direitos e não em funções, não que a mulher deve ficar em casa e o homem na rua. Essa foi uma conclusão que você, equivocadamente, tirou.
    Homens e mulheres realmente não são iguais. A Ciência já mostra que nossas mentes funcionam de formas diferentes em muitos aspectos, e não é só por questões culturais. Existe também um componente biológico. Mesmo que um homem e uma mulher assumam uma mesma atividade, eles vão fazê-la de formas diferentes. Sem contar também com a questão da maternidade e da paternidade, em que as funções de cada um são diferentes.
    Sobre o racismo, espírito não tem raça, então mais uma vez sua colocação não faz sentido. Isso é algo criado pelos seres humanos. À medida que nós evoluirmos, isso deixará de existir.
    Concordo que existe muita gente prepotente e metida a perfeita no Espiritismo, mas isso existe em todo lugar, inclusive no Feminismo. Não é coerente desmerecer todo um movimento por causa de algumas pessoas. E outra: O comportamento fanático e conservador dos seus pais tem nada a ver com o Espiritismo. Você não é obrigada a acreditar em nada, mas a gente tem que ter coerência para criticar o que quer que seja.
    Ps: Quanto a Kardec, eu nunca soube de ele ter participado de grupos racistas, mas se ele participou, tenha em mente que ele não era um espírito de luz. Ele era um intelectual da época que serviu de instrumento para a decodificação da doutrina espírita.

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    • milfwtf

      “Bem, eu não concordo com esse texto. Sou espírita há muitos anos, estudo a doutrina profundamente e não vejo sentido nessa sua colocação de que a mulher é vista como inferior ao homem pelos espíritos superiores.”

      Não sou eu falando, é o Livro dos Espíritos, capítulo nove. Estude mais, só que saia dessa defensiva e comece a criticar o que lê.

      O capitulo é Igualdade de direitos do homem e da mulher, mas no conteúdo é dito que as mulheres têm uma função social e os homens têm outra, as mulheres são associadas ao campo doméstico e os homens ao público. Essa dicotomia entre público e privado é uma grande questão para a libertação das mulheres.

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      • milfwtf

        “Dos direitos sim, das funções não. Preciso é que cada um esteja no lugar que lhe compete. Ocupe-se do exterior o homem e do interior a mulher, cada um com sua aptidão.”

        O que significa a mulher se ocupar do interior e o homem do exterior?

        Significa isso que vemos aí. A participação das mulheres na política brasileira é de 9% porque existe essa crença de que as mulheres têm a função de cuidar do lar enquanto os homens cuidam da política. Que as mulheres têm de ser mães e os homens provedores.

        Além do que o espiritismo levanta a bandeira da ciência e da fé raciocinada. Já está cientificamente comprovado que não existem aptidões masculinas e femininas pois não existe cérebro feminino ou masculino. Isso quer dizer que mulheres e homens só diferem no sistema reprodutor, que não deveria servir de base para diferenças. Afirmar que as diferenças sexuais devem deixar a mulher cuidando do interior e os homens do exterior significa o quê?

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    • marigranja

      Eu conheço O Livro dos Espíritos de cabo a rabo, minha cara. Eu estudo a doutrina para ter uma base para as coisas que eu acredito. Em nenhuma parte do capítulo 9 existe essa afirmação de que a mulher deve fazer serviços domésticos e o homem, sustentar a casa. Essa foi uma interpretação SUA. Como eu já disse, a doutrina prega que espírito não tem sexo. Nós transitamos entre os dois sexos ao longo de nossas encarnações para conseguir conquistar qualidades dos dois.
      Você não é obrigada a acreditar em nada da doutrina espírita, e minha intenção não é te converter nem nada do tipo. Eu só estou dizendo que suas críticas não têm embasamento.

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      • milfwtf

        O seu senso de superioridade transborda pelos poros das suas palavras. Também estudei, fiz o mediúnico inclusive. Por anos. Mas não adianta só ler e reproduzir não, tem que engolor o orgulhinho e admitir que você idolatraba doutrina. Porque estudar é uma coisa. O que você faz é idolatrar.

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      • marigranja

        Em vez de achar que todo mundo quer demonstrar superioridade com relação a você, você deveria avaliar se na verdade não é você que tem complexo de inferioridade.
        Eu estudo e muito a doutrina e questiono as coisas, sim. O que tenho nem de longe é idolatria. Mas eu não preciso provar nada a você. Se você quer achar isso de mim, vá em frente. Sua opinião não altera nada na minha vida. O seu jeito de ser é que deve alterar na sua, presumo.

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      • milfwtf

        Você agora é todo mundo? Complexo de inferioridade eu não tenho porque não acredito nem em superioridade e nem em inferioridade, não coloco os seres humanos em uma “”””escada evolutiva””””, em um sistema de hierarquias cujas quais quem está no topo de algumas delas não podem ser questionados. Mais uma vez você bate no peito pra dizer que estudou, mas eu nasci na doutrina espírita, passei pela evangelização, pela mocidade, pelo curso sobre a doutrina e também pelo mediúnico. Meu bem, o seu senso de superioridade é tão furado que não consegue conceber a ideia de alguém que tenha estudado a fundo a doutrina e tenha concluído que discorda dela. Tudo o que você disse sobre mim para tentar, TENTAR me diminuir (não consegue, minha autoestima é tão bem trabalhada que vou a praia sem me depilar, aprovação externa não é mais necessária pra mim!), não me fez nem cócegas. E esse seu jeitinho de tentar fazer parecer que eu é que estou com raiva enquanto consigo sentir a fumacinha de ódio saindo das suas palavras sabe o que significa? Que você está fazendo uma psicografia anímica de si mesma olhando para mim e me usando como um espelho. Você não está me vendo, está falando sobre si mesma, pois nem me conhece para ter tantas opiniões a meu respeito. Você é uma idólatra de kardec. Sinto muito mesmo por você.

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      • marigranja

        É uma pena que você tenha estudado tudo o que diz ter estudado sem entender nem o básico. Mas ok. Se você quer achar que a doutrina é machista e racista, que oprime a sexualidade das mulheres, que todos os espíritas querem ser superiores a você e te humilhar, que qualquer pessoa que discorde de você é um fanático, vá em frente. Se você quer continuar sendo intransigente, vá em frente também. Para mim, já deu.

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      • marigranja

        Ps: Eu não te conheço, realmente. Mas não é difícil imaginar que uma pessoa que se expressa com agressividade e que não aceita ideias contrárias tenha dificuldades nas relações interpessoais. Bem, e você mesma me acusou de racista, de idólatra, de ignorante e de mais um monte de coisa sem me conhecer, então não pode reclamar. Agora fui mesmo.

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      • milfwtf

        Quem está me atacando moralmente porque insiste em não se autocriticar é você. Eu te disse isso em resposta ao SEU DESEQUILÍBRIO MENTAL porque você me acusou de desequilibrada primeiro e isso é bem, bem grave. Eu não feri a sua autonomia de pensamento, pois dar uma de psiquiatra pra vir me diagnosticar no meu blog é isso, é uma tentativa de sequestrar a minha autonomia de reflexão. Eu apontei racismo e idolatria no teu discurso sim (sou ótima em analise do discurso, só tirava 10 isso não é agressividade, é CRÍTICA HISTÓRICA. Você atacou a minha moral, eu me defendi de você. E dou por encerrado este debate, pois você passou de todos os limites possíveis.

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    • Vanessa Mello

      Minha cara,o que lhe falta realmente é humildade e auto-crítica.Fui criada dentro do Kardecismo ,li livros kardecistas e sempre tive um desconforto com muitas coisas que eu lia.

      E uma nota: se o espírito não tem sexo,por que existe essa distinção que vc fala? E apaga nossa resistência completamente,porque a doutrina diz que as “mulheres rebeldes”,as que não se conformam com as opressões de gaênero,são assim porque “vieram como homem em muitas reencarnações”

      E o resto dos seus argumentos não me dizem nada,só colaboram com o que a autora do texto escreveu.Mas é impressionante como vc insiste….bem típico da arrogância kardecista( e nem me venha dizer que não conheço porque sim,como eu disse,escuto esassa baboseiras desde os 7 anos)

      Enfim,não se pode criticar o kardecismo porque não é crsitianismo ou islamismo.Toda e qualquer religião sacanea a mulher,seja ela qual for,tme sempre um “porém”.Já li absurdos machistas na Umbanda( o homem ser lascivo e irresponsável é regência de orixá e não machismo),no esoterismo( os esteriótipos de gênero são regência de deuses ou de energia,aliás,energia tem sexo: masculino = positiva;feminino = negativa…curioso,não?),mas parte-se do pre-suposto que só as “grandes religiões monoteístas” é que pregam contra as mulheres etc.

      Faria um enorme favor se vc ou calasse a boca e parasse de incomodar a autora ou admitisse sua arrogãncia e fizesse reflexão.

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  9. marilambs

    O espiritismo de verdade não julga. Não é portador de todas as respostas. Os espíritas são passíveis de vaidade, de erro, como qualquer pessoa em outra religião ou fora delas. Os espíritos superiores entedem que somos sucestiveis a erros e não nos condenam por isso, apenas se entristecem. O Livro dos Espíritos tem questões sobre isso. Não consigo encontrar agora, mas se você ler (ou reler, procurando sobre as questões que levantou nesse post, encontrará as respostas). Abaixo a visão que consta no livro dos espíritos sobre a mulher:

    IGUALDADE DOS DIREITOS DO HOMEM E DA MULHER
    817. São iguais perante Deus o homem e a mulher e têm os
    mesmos direitos?
    “Não outorgou Deus a ambos a inteligência do bem e
    do mal e a faculdade de progredir?”

    818. Donde provém a inferioridade moral da mulher em
    certos países?
    “Do predomínio injusto e cruel que sobre ela assumiu
    o homem. É resultado das instituições sociais e do abuso
    da força sobre a fraqueza. Entre homens moralmente
    pouco adiantados, a força faz o direito.”

    819. Com que fim mais fraca fisicamente do que o homem é
    a mulher?
    “Para lhe determinar funções especiais. Ao homem, por
    ser o mais forte, os trabalhos rudes; à mulher, os trabalhos
    leves; a ambos o dever de se ajudarem mutuamente a
    suportar as provas de uma vida cheia de amargor.”

    820. A fraqueza física da mulher não a coloca naturalmente
    sob a dependência do homem?
    “Deus a uns deu a força, para protegerem o fraco e não
    para o escravizarem.”

    821. As funções a que a mulher é destinada pela Natureza
    terão importância tão grande quanto as deferidas ao
    homem?
    “Sim, maior até. É ela quem lhe dá as primeiras
    noções da vida.”

    822. Sendo iguais perante a lei de Deus, devem os homens
    ser iguais também perante as leis humanas?
    “O primeiro princípio de justiça é este: Não façais aos
    outros o que não quereríeis que vos fizessem.”
    a) — Assim sendo, uma legislação, para ser perfeitamente
    justa, deve consagrar a igualdade dos direitos do
    homem e da mulher?
    “Dos direitos, sim; das funções, não. Preciso é que cada
    um esteja no lugar que lhe compete. Ocupe-se do exterior o
    homem e do interior a mulher, cada um de acordo com a
    sua aptidão. A lei humana, para ser eqüitativa, deve consagrar
    a igualdade dos direitos do homem e da mulher. Todo
    privilégio a um ou a outro concedido é contrário à justiça. A
    emancipação da mulher acompanha o progresso da civiliza-
    ção. Sua escravização marcha de par com a barbaria. Os
    sexos, além disso, só existem na organização física. Visto
    que os Espíritos podem encarnar num e noutro, sob esse
    aspecto nenhuma diferença há entre eles. Devem, por conseguinte,
    gozar dos mesmos direitos.”

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    • milfwtf

      O espiritismo de verdade é o que está nas obras decodificadas por Kardec. Como assim esse espiritismo não julga se afirmou que a raça negra é inferior, no capítulo Da imperfectibilidade da raça negra? Isso não é erro ou vaidade, isso é colonização. Kardec era um pedagogo francês que viu no espiritismo uma maneira de burlar o declínio da fé cristã por meio de uma nova fé, dessa vez raciocinada. A ciência agora era mais importante do que a fé e por isso Kardec foi estrategista e reuniu tudo em uma coisa só. Afinal ele era francês e a França é o quarto país mais colonizador do mundo que, curiosamente, cobra impostos coloniais de vários países da África por se sentirem senhores destes.

      Veja que eles falam em igualdade de direitos mas não de funções, que as mulheres devem cuidar do interior e os homens do exterior. Essa é a crença do patriarcado. É por causa dessa crença nós mulheres só temos 9% de representação política, por exemplo. Porque “lugar de mulher é na cozinha”. Não adianta fazer um discurso floreado e falar em “direitos iguais” se continua afirmando que mulheres têm a função de ficar ficarem casa cuidando cuidando dos filhos enquanto os homens cuidam da política. Os homens não sabem cuidar cuidar da política. Olha quanta guerra e morte a política dos homens têm provocado ao longo dos milênios.

      E, bem, o espiritismo prega pregas a ciência e a fé raciocinada. A ciência já comprovou não existir aptidão feminina e masculina mas somente humana pois o cérebro não difere de acordo com o sexo e as aptidões estão relacionadas ao cérebro e não ao sistema reprodutivo. Logo, não faz o menor sentido afirmar que cada um tem uma função baseada no sexo.

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  10. Carla

    Ah, sim, um adendo: nada pode ser tido como obra espírita depois da produção das 5 obras de Kardec. Nem mesmo as produções de próprio Kardec acerca das opiniões dele (as quais ele, erroneamente, tentou justificar se embasando no espiritismo – sem nunca atribuir essas opiniões ao Espírito de Verdade, a base do espiritismo). Kardec, em suas obras póstumas, deixou claro que novo conteúdo adicionado ao espiritismo deveria seguir o C.U.E.E, método pelo qual ele formulou as obras. A reprodução de informações por diferentes médiuns e espíritos, em diferentes lugares do mundo, passada por uma análise crítica, lógica e que esteja de acordo com a ciência, antes de ser tido como “verdade”.
    Por isso, essas nova obras vendidas como material de entreterimento não são o espiritismo. São opiniões de pessoas que se dizem espíritas, ou mesmo de alguns espíritos, que nem se quer realmente estudaram a fundo as premissas do espiritismo. É errôneo assimilar espiritismo com opiniões de de Divaldo, Chico, e vários outros ícones idolatrados por pseudo-espíritas. São amplamente criticados por outros espíritas, que repudiam veementemente aqueles que dizem que Kardec foi atualizado por esses pseudo-sábios que apenas tentam moldar o espiritismo a um catolicismo “moderno” e conservador.
    Ainda, criando um paralelismo, associar essas figuras espiritismo é como associar ao feminismo as atitudes de mulheres que pregam o ódio, e até mesmo a morte, aos homens, que repudiam a participação de mulheres transexuais no feminismo, que “pregam” um feminismo branco, ignorando o fato de que mulheres negras sofrem o machismo de forma diferente e até pior, principalmente quando aliado ao racismo. Mas sabe o porquê disso ocorrer? Porque são as que mais aparecem na mídia, as que mais chamam a atenção, e por usarem a bandeira do feminismo, essas ideias radicais e, muitas vezes, anti-igualitárias acabam sendo tidas como o próprio feminismo. Por isso volto a repetir: o fato de seguidores agirem de forma não condizente com uma ideologia, não torna a ideologia contraditória, mas sim o indivíduo.

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    • Vanessa Mello

      “Ainda, criando um paralelismo, associar essas figuras espiritismo é como associar ao feminismo as atitudes de mulheres que pregam o ódio, e até mesmo a morte, aos homens, que repudiam a participação de mulheres transexuais no feminismo, que “pregam” um feminismo branco, ignorando o fato de que mulheres negras sofrem o machismo de forma diferente e até pior, principalmente quando aliado ao racismo.”

      Para defender religião vale tudo memso,queria que as mulheres defendessem com o memso afinco nosso luto

      Uns detalhes: vc conhece a violência de mulheres trans contra lésbicas,incluindo o estupro corretivo? E o que mulher trans faria no feminismo se não tem nossa socialização nem noss vivência? e o impune ódio masculino contra as mulheres? mas nós é que merecemos o fogo,né? E o racismo contra negras está como relacionado com isso tudo já que são as negras as maiores adeptas do feminismo radical que vc repudia?

      A mulher é o escravo dos escravos,defendem seus algozes e matam seus defensores.

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    • Vanessa mello

      Comparar um sentimento justo da luta feminina,como a raiva pelos homens( nenhuma mulher sente ódio de homem á toa,ous erá que temos que aturar violência masculina com um soriso na cara?) e excluir pessoas trans( gênero não é um “sentimento”,é socialização destruidora de mulheres e hierarquia) com kardecismo é de pura má fé.E mulheres negras são as mais adpetas do feminino radical que vc abomina,sendo esse o único que leva em consideração as demandas destas.

      Mas vale tudo para defender doutrina de macho.Memso que Chico ou Divaldo não sejam levados ´s sério,muitos outros falocratas são,como Ramatis,que alega que todas as mulheres da Terra são fúteis e passíveis de controle.

      Um bônus: prostituição não é violência masculina,segundo o espiritismo,é um vício feminino( fonte: Sexo e Destino,livro kardecista)

      o que mais falta para se convencerem????

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  11. raisa

    Gostei muito de ler esse texto e de saber que não sou a única no mundo com essa “crise” feminismo x espiritismo. Isso tem me aborrecido muito pois acredito DEMAIS em muitos ideais espíritas mas ao mesmo tempo quase adoeço com postagens machistas de pessoas espíritas. Daí vem o questionamento: isso é realmente o espiritismo ou é a interpretação de um espírita?
    Não queria largar o espiritismo mas ao mesmo tempo acho hipócrita eu acreditar só naquilo que me convém. Os textos espíritas que leio sobre aborto só me entristecem, reforçam que a mulher não pode ter autonomia sobre o seu próprio corpo. Enfim, queria um espiritismo 2.0, estou em crise =(.

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    • Mariana Jager

      “Não queria largar o espiritismo mas ao mesmo tempo acho hipócrita eu acreditar só naquilo que me convém”. Nossa!! É exatamente o que sinto, minha família é espírita e conforme cresci, simpatizo com as ideias feministas e percebi que ,em partes, está em desacordo com o espiritismo.

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      • Natacha Orestes a.k.a #ProjetoHisteria [Content Creator & Herstoryteller]

        Acho que a solução é a gente se emancipar das religiões patriarcais e compreender a religião como uma domínio por meio da linguagem. A linguagem do sexo feminino foi sequestrada pela religião patriarcal. Não estou dizendo que não podemos ter uma religião, mas sim compreender o que pretendiam aqueles que as escreveram e difundiram. Não sei se é possível uma reforma. Eu sou radical nesse sentido, creio que a religião dos homens brancos deva ser jogada no lixo.

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  12. Ruana Bandeira

    Eu penso assim, eu estou me formando em civil, e quero trabalhar com projetos. Nisso o meu trabalho vai ser mais leve porque eu vou fazer os calculos e tal. E quem vai construir de fato são os pedreiros, homens em maioria, mas nem por isso eu estou sendo submissa que eles, mas sim eu irei comandar a obra. Meu trabalho será mais interno e o deles externo. Agora quanto a se sentirem superiores, tem isso, mas eu não aceito como muitos dos jovens tbm não, e vejo meio que uma renovação, isso na minha cidade tem acontecido. Os mais velhos não gostam muito, mas não podem fazer nada contra.

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  13. NATTRAMN

    o grande problema do espiritismo é querer transformar a espiritalidade em ciencia e racionalidade. o que acontece na espiritualidade ta muito além da razão, não pode ser explicado racionalmente, quem passou por reais situaçoes de espiritualidade sabe disso.

    o espiritismo sufoca o ”eu”/self. quando nós deixamos de ser nós mesmos em nome de alguma doutrina e passamos a seguir regrinhas de comportamento estamos matando o proprio espirito.

    eu ja fui enganado pelos meus pais e fui em centro espirita, acho nojento como nas salas de desobsessão fica homem querendo tocar em mim de forma nojenta e homossexual, em nome de uma mentira, a merda da racionalidade que eles chamam de espiritualidade. pra mim esses lugares sao antro de misóginos que rejeitam o feminino. sou homem claro.

    eu vejo o espiritismo como uma mistura de racionalidade com um afetismo coitadista homossexual. quando chego num lugar desses toca musicas de coitadismo, parecendo um choro, so ha mentalidade coitadista. isso é algo onde psicopata comanda, sufocando o self das pessoas e assim os escravizando. um dos ”mestres espirituais” ”iluminado”’ que conheci la dentro era um completo psicopata, mas os idiotas dos meus pais nao percebem isso. psicopata em geral nao comete crimes mas agem em instituições religiosas, ou doutrinas em geral com objetivo de manipular o gado humano, e deixa-lo em cheque. esse psicopata mentiu pros meus pais, em 2010, falando que eu iria me suicidar, que eu deveria ser internado no hospicio, e foi isso que meus lixopais fizeram.

    nada mais livre do que colocar fogo no que é sagrado, pois tudo que é sagrado é uma arma pra psicopatas crescerem na sociedade.

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  14. Luis Marison Ribeiro

    Qual a vossa sugestão pra vivência em sociedade sem nenhum controle? Ou seja cada indivíduo vivendo cada um por si.

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    • Natacha Orestes a.k.a #ProjetoHisteria

      Imagina, a sociedade precisa de controle até porque homens são bárbaros. Minha sugestão é que troquem o sequestro do útero pelo Estado sequestro do pênis, porque úteros nunca estupraram ninguém para estarem presos enquanto pênis estupram todos os dias, causando nascimentos compulsórios que atrasam a vida tanto das mulheres que parem quanto das crianças que nascem. Se você acredita em evolução da espécie, então deve saber que ela passa pelo controle reprodutivo das mulheres e do fim da cultura do estupro.

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  15. Vanessa Mello

    È uma foda ver que as mulheres duvidam da palavra de outra mulher.Um homem branco,privilegiado socialmente,se auto-intitula conhecedor e apto á escrever sobre espeiritualidade e é ovacionado.Mneinas,minhas queridas,já procuraram saber sobre aespiritualidade das mulheres idosas de outras culturas,menos falocêntricas? VCS sabima que eses conecitos de energia,reencarnação são antes da “revelação suprema de Kardece” e que a espiritualidade emmuitas cultura só se manifestam( de modo que todos acreditem) em mulheres?Não,o lance é ficar babando ovo de macho.

    mulher,povo colononizado,arrogante em sua defesa de macho,escrava dos escravos.Estamo indo bem pra carai!!

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  16. Vanessa mello

    hhehe muitos erros de português,foi mal aê ._.,mas é tanta raiva de mulher machista que cega….

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  17. Elisa

    Eu fui Obrigada a conviver com o kardecismo porque havia mediunidade e por isso frequentei vários centros espíritas e estive na formação de um. Devo dizer que hoje não sou e nunca fui uma pessoa religiosa e nunca me considerei espírita. Os espíritas são hipócritas tal como os católicos. Andam sempre à volta daquele Evangelho Segundo o Espiritismo, que é um livro extremamente dogmático e tendencioso e foi ditado por espíritos católicos, bispos e cardeais. Se o espiritismo é uma ciência devia estudar todas as correntes filosóficas e não se ficar apenas pelo cristianismo preconceituoso. Não ponho os meus pés em mais centro nenhum na minha vida. Eles descriminam as pessoas e dão a desculpa de que são imperfeitos… Criticam quem pratica reiki porque se cobra dinheiro e dizem que a Yoga é uma moda além de franzirem o nariz a terapias como a cura quântica. Nem todos são assim tão radicais mas cruzei-mecom alguns que pensavam assim.

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  18. Elisa

    Devo acrescentar que o que eu mais aprecio e desejo é a liberdade! Minha e dos outros. As mulheres não foram feitas para estar só em casa, isso cabe aos homens também. Só com equilíbrio de género se alcança a verdadeira liberdade. O espiritismo com as suas ideias dogmáticas aprisiona as mulheres ao dever familiar. .. e mais não digo.

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  19. Dryelle

    Nossa, estou chocada com tudo que você escreveu, porque revivo tudo que desacredito há 10 anos. Eu fui criada na igreja católica, mas fiz catequese/crisma com 15 anos e minha mãe sempre apoiou a minha liberdade de pensamento mesmo que não concordo comigo duvidando de tudo. É impressionante pensar que já naquela época eu questionava coisas e as respostas não vinham, ou era ignorada ou ninguém sabia responder. Hoje tenho buscado estudar as religiões, então quando comparo tudo que acredito e as respostas que as religiões tem, não posso deixar de pensar que tudo foi criado para nos manipular. Me identifiquei com o feminismo desde que o descobri, e é descobrir o peso de ser mulher. Mas vamos em frente.

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